Senado terá CPI da Previdência Social com apoio de 61 senadores

Senador Paulo Paim (PT-RS), acompanhado de manifestantes, dirige-se à Secretaria-Geral da Mesa para protocolar o requerimento de abertura da CPI da Previdência. Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Senador Paulo Paim (PT-RS), acompanhado de manifestantes, dirige-se à Secretaria-Geral da Mesa para protocolar o requerimento de abertura da CPI da Previdência. Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O Senado Federal do Brasil terá uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a contabilidade e a situação fiscal da Previdência Social. O requerimento pela instalação da comissão, lido na última terça-feira (21/3) em Plenário, foi do senador Paulo Paim (PT-RS), e teve o apoio de 61 senadores, cerca de 70% da casa. Ela terá sete membros titulares e até oito meses de duração.

O Senador Paulo Paim quer verificar as dívidas de grandes empresas com a Previdência, a sonegação e a concessão de anistias, desonerações e desvinculações tributárias que teriam provocado o desabastecimento do caixa do setor nos últimos anos. Segundo o requerimento, o foco da CPI será não apenas sobre os valores que deixaram de ser aplicados, mas também sobre quem se beneficiou com isso.

JornalAlém dos sete membros titulares, a CPI terá cinco suplentes. O prazo de funcionamento da comissão é de 120 dias, prorrogável por mais 120. Ela terá uma dotação orçamentária de até R$ 100 mil para custear suas despesas.

Os líderes partidários já podem indicar seus representantes na CPI. No entanto, eles não têm prazo definido para fazê-lo. O presidente do Senado, Eunício Oliveira, pode, a seu critério, indicar os nomes caso entenda que há demora excessiva. Uma vez nomeados todos os membros, a comissão poderá ser instalada. Também não há prazo para isso.

Agência Senado (reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)