Missa na Catedral lembrará 1 ano da morte do Cardeal D.Paulo Evaristo Arns 14/12

D. Paulo Evaristo Arns (1982)

Uma missa na Catedral de São Paulo, na Praça da Sé, às 12 horas da próxima quinta-feira, dia 14 de dezembro, vai lembrar a passagem de um ano da morte de D.Paulo Evaristo Arns, o “Cardeal da Esperança”, como era chamado.

Ele faleceu aos 95 anos, já muito debilitado por problemas de saúde, mas reconhecido como uma das pessoas mais respeitadas do país e a mais importante da igreja católica brasileira no Século XX.

Como arcebispo Metropolitano de São Paulo, entre 1970 e 1998, destacou-se a favor dos direitos humanos. Foi uma das personalidades do país que teve a coragem de se opor publicamente a ditadura brasileira, nos anos mais duros desse triste período da história do Brasil. Em 1971, denunciou a tortura e morte de dois agentes da pastoral, o padre Giulio Vicini e a assistente social Yara Spadini tornando-se um símbolo da resistência e passando a visitar quartéis e a denunciar torturas.

 Em março de 2018 vai completar 45 anos da “Celebração da Esperança”, que ele realizou em memória de Alexandre Vannucchi Leme, estudante universitário morto pela ditadura.

Sua atuação pastoral foi voltada aos habitantes da periferia, aos trabalhadores, à formação de comunidades eclesiais de base nos bairros, principalmente os mais pobres, e à defesa e promoção dos direitos da pessoa humana.

Ficou conhecido como o Cardeal dos Direitos Humanos, principalmente por ter sido o fundador e líder da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, e sua atividade política era claramente vinculada à sua fé religiosa.

Em 1985, com a ajuda de sua irmã, a pediatra Zilda Arns Neumann, implantou a Pastoral da Criança e 10 anos depois deu o apoio fundamental para que ela criasse a Pastoral da Pessoa Idosa.

Em 1992, Dom Paulo criou o Vicariato Episcopal da Comunicação, com a finalidade de fazer a Igreja estar presente em todos os meios de comunicação. Em 22 de fevereiro de 1992 inaugurou uma nova residência destinada aos padres idosos, a Casa São Paulo, ano em que também criou a Pastoral dos Portadores de HIV. Em 1994 criou o Conselho Arquidiocesano de Leigos.

Em 1996, após completar 75 anos, apresentou renúncia ao Papa João Paulo II, em função das normas eclesiásticas, renúncia esta que foi aceita. A partir de então, tornou-se arcebispo emérito de São Paulo.

Missa de 1 ano da morte de D. Paulo Evaristo Arns

dia 14 de dezembro de 2017

às 12 horas