SESC promove Ciclo de debate da História da Política Cultural no Brasil 6/4 a 25/4

Ciclo de debates realizado pelo Centro de Pesquisa e Formação do Sesc a partir do dia 6 de abril, joga luz sobre as políticas culturais brasileiras entre 1981 a 93. A ideia é demonstrar como estas políticas impactaram a realidade, provocando transformações, bem como permitindo o envolvimento de novos atores que se tornam partícipes do processo de mudanças da sociedade brasileira.

Com curadoria de Fábio Maleronka Ferron, o ciclo propõe discutir esse período, que engloba o processo de construção do MinC em 1985 e as polêmicas em torno da pertinência ou não de sua criação; a gestão de Celso Furtado e a criação da Lei Sarney; a campanha presidencial de 1989 e o ano de 1990, quando o presidente eleito impôs uma verdadeira mudança que impactou significativamente o campo cultural. A extensão e o significado do impacto causado pelas medidas baixadas naquele ano por Collor, que levaram à extinção do MinC, da Lei Sarney e à dissolução de inúmeras fundações, bem como as repercussões que essas mudanças causaram na vida de artistas, intelectuais e gestores culturais são analisadas. E, finalmente, o debate sobre o período de distensão, a gestão Sérgio Paulo Rouanet e a política cultural até o ano de 1993.

O ciclo conta com as participações do ex-ministro da cultura Francisco Weffort, da diretora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea da UFRJ, Heloisa Buarque de Hollanda, da psicanalista, ensaísta e jornalista Maria Rita Kehl, do secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais, Angelo Oswaldo de Araújo Santos, do diretor artístico do Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba, Fábio Magalhães, da presidente do conselho deliberativo do Centro Celso Furtado, Rosa Freire d’Aguiar Furtado, do sócio e CEO da Edelman Significa e da Zeno, Yacoff Sarkovas, da consultora do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, Isaura Botelho, e dos professores Marcelo Ridenti, Albino Rubim, Joaquim Toledo Jr., Lia Calabre, Pablo Ortellado, , Brasílio Sallum, Wagner de Melo Romão e Nabil Georges Bonduki. A mediação é de Fabio Maleronka Ferron, que foi diretor Geral de Programação e Eventos da Secretaria Municipal de Cultura de SP, e consultor do Ministério da Cultura em Brasília (Centro de Gestão e Assuntos Estratégicos) durante a gestão Gilberto Gil.

Confira a programação:

6/4. Compasso de Espera (1983)

Com Heloisa Buarque de Hollanda – É diretora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea da UFRJ, onde desenvolve o projeto Universidade das Quebradas.

Com Marcelo Ridenti – Professor de Sociologia no IFCH –UNICAMP. Autor de “Em busca do povo brasileiro: artistas da revolução, do CPC à era da tv” (Ed. UNESP)

Com Maria Rita Kehl – Psicanalista, ensaísta e jornalista. Autora de “O tempo e o cão – atualidade das depressões”, que recebeu o Jabuti do Ano em 2010.

 

11/4. A criação do MinC: Ministério da Cultura, Necessário ou Supérfluo? (1983 -1985)

Com Albino Rubim – Professor do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade e do Programa de Artes Cênicas, ambos da UFBA.

Com Joaquim Toledo Jr. – Possui doutorado em Filosofia pela Unicamp. É pesquisador do Núcleo Direito e Democracia (Cebrap) e autor do livro didático Filosofia Cidadã (AJS, 2016).

Com Lia Calabre – Doutora em História pela UFF, onde é professora do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Territorialidades. Pesquisadora da Fundação Casa de Rui Barbosa.

18/4. Os ensaios sobre a Cultura (1986- 1988)

Com Angelo Oswaldo de Araújo Santos – Secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais. Foi presidente do Instituto Brasileiro de Museus. Jornalista, escritor e advogado.

Com Fábio Magalhães – É diretor artístico do Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba. Dirigiu a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Presidiu o Memorial da América Latina.

Com Pablo Ortellado – Professor do Curso de Gestão de Políticas Públicas da USP. É coautor do livro “Movimentos em marcha: ativismo, cultura e tecnologia”.

Com Rosa Freire d’Aguiar Furtado – É tradutora e editora. Recebeu o prêmio Jabuti de tradução e o União Latina de Tradução Científica. É presidente do conselho deliberativo do Centro Celso Furtado.

25/4 – A despedida do Ministério da Cultura e artistas em pé de guerra  (1989- 1990)

Com Brasílio Sallum – Professor de Sociologia da USP. Participa dos conselhos editoriais das revistas: Lua Nova – Revista de Cultura e Política e Tempo Social – Revista de Sociologia da USP.

Com Wagner de Melo Romão – É professor do Departamento de Ciência Política do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. É pesquisador do CEBRAP.

Com Dimitri Pinheiro da Silva – Possui mestrado e doutorado em Sociologia pela USP. Realizou estágio sanduíche no Women Research Center da Universidade da California.

Com Yacoff Sarkovas – Sócio e CEO da Edelman Significa e da Zeno, no Brasil. Foi membro fundador da Rede Brasil e da Rede Latino-Americana de Promotores Culturais.

 

2/5. Política Cultural em estilo soft e mecenato privado (1991-1993)

Com Francisco Weffort – Foi ministro da cultura entre 1995 e 2002. Foi professor da USP na cadeira de Ciência Política. É autor de O Populismo na Politica Brasileira – (Ed.Paz e Terra), entre outros.

Com Isaura Botelho – Pós-doutora no Département des études, de la prospective et des statistiques do Ministério da Cultura e Comunicação da França. É consultora do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo.

Com Maria Arminda do Nascimento Arruda – É professora do Departamento de Sociologia USP. Autora de “Florestan Fernandes: Mestre da Sociologia Moderna” (Ed. Paralelo 15), entre outros.

Com Nabil Georges Bonduki – Professor de Planejamento Urbano da FAU-USP. Quando vereador, foi o relator e autor do texto aprovado do Plano Diretor Estratégico de SP (2002/14).

Mediação: Fabio Maleronka Ferron  – Foi Diretor Geral de Programação e Eventos da Secretaria Municipal de Cultura de SP, e consultor do Ministério da Cultura em Brasília (Centro de Gestão e Assuntos Estratégicos) durante a gestão Gilberto Gil.

 

Sobre o CPF Sesc

Inaugurado em agosto de 2012, o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc é uma unidade do Sesc São Paulo voltada para a produção, formação e difusão de conhecimento e tem o objetivo de estimular ações  e desenvolver estudos nos campos cultural e socioeducativo.

Além do Curso Sesc de Gestão Cultural – que visa a qualificação para a gestão cultural de profissionais atuantes no campo das Artes, tanto de instituições públicas como privadas – a unidade proporciona o acesso à cultura de forma ampla, tematicamente, por meio de cursos, palestras, oficinas, bate-papos, debates e encontros nas diversas áreas que compreendem a ação da entidade, como artes plásticas e visuais, ciências sociais, comportamento contemporâneo e cotidiano, filosofia, história, literatura e artes cênicas, voltadas para o público em geral.

História da Política Cultural no Brasil (1981-1993)

Dia 6, sexta, das 19h às 21h30. Dias 11, 18, 25/4 e 2/5, quartas, das 19h às 21h30.

Recomendação etária: 16 anos. Número de vagas: 30.

Preço: R$ 60,00 (inteira); R$ 30,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública); R$ 18,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).

Tradução em Libras disponível. Faça sua solicitação com no mínimo dois dias de antecedência da atividade através do e-mail centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br.

Informações e inscrições pelo site (sescsp.org.br/cpf) ou nas unidades do Sesc no Estado de São Paulo.

 

CENTRO DE PESQUISA E FORMAÇÃO DO SESC

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar.

Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 10h às 22h. Sábados, das 9h30 18h30.

Tel: 3254-5600.