Fórum Paulista do Envelhecimento em Mauá ampliou a rede pró Artigo 22

A cidade de Mauá, na Grande São Paulo- que segundo o mapa  de expectativa da Fudação Seade terá, em 1 de julho de 2019 cerca de 54.975  idosos- recebeu o Fórum Paulista de Conscientização do Envelhecimento, na última quinta-feira, dia 26 de julho.

O evento foi organizado com o apoio do Conselho Municipal do Idoso de Mauá, presidido pela assistente social, Diva Alves da Silva e da Secretaria de Promoção Social, capitaneada por Rosi de Marco e da Faculdade Fama, que cedeu seu auditório. Contou com a colaboração da psicóloga Solange Zilli, que trabalha na Secretaria de Promoção Social  e que tem especialização em Gerontologia.

Além de apresentar o Fórum Paulista- criando há pouco mais de um ano- o encontro foi planejado para propor que Mauá e cidades do seu entorno também passe a integrar a rede que está sendo formada para trabalhar pela implantação do Artigo 22 do Estatuto do Idoso. Lei há 15 anos, a norma federal estabelece a inserção de conteúdo sobre  envelhecimento na rede de educação.

Desde 2008 existe uma recomendação do Conselho Estadual de Educação de São Paulo para que ela seja implementada, mas nunca saiu do papel. Oficialmente as iniciativas que existem em várias escolas quase sempre partem de professores interessados no assunto e nunca por determinação da Secretaria Estadual da Educação.

Professorres da Delegacia de Educação de Mauá participaram do Fórum Paulista de Conscientização do Envelhecimento e relataram exemplos de atividades realizadas com crianças e adolescentes, que estão sendo desenvolvidas na própria cidade e em algumas vizinhas, para promover de forma criativa o ensino sobre o processo de envelhecimento humano.

Mesa de abertura saudou autoridades convidadas: a prresidente do CMI de Mauá, Diva Alves da Silva, a presidente do CMI de Diadema, Érica Prudente, a Secretaria de Promoção Social, Rosi de Marco e o presidente da Comissão do Idoso da OAB Ribeirão Pires, Eric Marques Regadas . Foto: jornal3idade.com.br

Estiveram presentes, além de conselheiros municipais e funcionários da Secretaria, diretores da Associação dos Aposentados e Pensionistas do ABC, do Grupo de Terceira Idade Céu Azul, Grupo de Dança Sênior de Mauá, professores da Delegação de Ensino de Mauá, do Conselho Municipal do Idoso de Diadema, da Secretaria da Mulher de Mauá, do Conselho de Saúde de São Paulo, da Pastoral da Pessoa Idosa, da Graduação em Gerontologia da USP-Leste, do LAB 60+, Promotoras Legais Populares e da OAB de Ribeirão Pires.

Foram realizadas duas palestras. A primeira – Porque interessa aos idosos levar informações sobre envelhecimentos nas escolas- A intenção do Art. 22 do Estatuto do Idoso – pela gerontóloga Vera Caovilla, graduada em Administração Hospitalar, com mestrado em Serviços de Saúde, uma das fundadoras da ABRAZ- Associação Brasileira de Alzheimer, diretora da empresa 50mais ativo. A pedagoga Fabiana Satiro, Pós-graduada em Gerontologia e em Educação em Saúde pela Unifesp, que estava confirmada não compareceu, pois foi internada às pressas.

A segunda apresentação abordou como podemos trabalhar os conteúdos sobre envelhecimento nas escolas. A palestra foi proferida pela professora Eva Bettine, graduada em Gerontologia pela USP, Mestre em Filosofia por Estudos Culturais, professora convidada da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo Each/USP e presidente da ABG- Associação Brasileira de Gerontologia.

A proposta colocada pelo Fórum Paulista de Conscientização do Envelhecimento  da criação de uma Comissão Regional para troca de informações foi bem recebida e várias pessoas manifestaram a possibilidade de apresentar o Fórum oficialmente ao Consórcio 7 Cidades, uma ONG que trabalha temas comuns as cidades da Região do ABC. Uma segunda reunião na Região, ainda em 2018, servirá também para efetivar a constituição dessa Comissão. Diadema, que fez um encontro do Fórum Paulista em agosto do ano passado, fará outro ainda esse ano.

Foi passado o abaixo-assinado que o Fórum Paulista está fazendo, para ser entregue as autoridades estaduais da Educação, reivindicando a implantação do Artigo 22 do Estatuto do Idoso, que prevê o ensino do tema do envelhecimento na rede de educação.