Lúcia Secoti, da PPI, é a nova presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa

Lúcia Secoti ( de preto) a nova presidente do CNDI-Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, ao lado de Ana Maria Ferreira Melo, suplente da PPI. Foto: divulgação
Lúcia Secoti ( de preto) a nova presidente do CNDI-Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, ao lado de Ana Maria Ferreira Melo, suplente da PPI. Foto: divulgação

Desde ontem, 25 de outubro, que o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa tem nova presidente. A escolhida para comandar o CNDI na gestão 2018- 2020 foi a representante da PPI- Pastoral da Pessoa Idosa, Maria Lúcia Secoti Filizola.

Lúcia Secoti- como todos a tratam- tem 54 anos, é casada, tem uma filha e uma família também muito envolvida com a PPI. A mãe é líder da PPI no Paraná, onde Lúcia nasceu . Sua filha adolescente é líder da PPI, no projeto São Francisco, que a Arquidiocese de Campinas,  desenvolve, para capacitar jovens para visitar em ILPI- Instituições de Longa Permanência.

Ela falou para o Jornal da 3ª Idade sobre a importância dessa nova função, o que representa para o trabalho da PPI e o que acredita poderá contribuir para melhorar a condução do CNDI.

Jornal da 3ª Idade – Desde quando começou sua atuação na Pastoral da Pessoa Idosa? Foi seu primeiro trabalho com idosos?

Lúcia Secoti – Comecei a atuar em 2010, mas sempre tive proximidade com idosos. Eu fiz mestrado em Gerontologia, na UNICAMP.

Jornal da 3ª Idade – O que acredita que vai poder fazer de diferente agora, como presidente, diferente da atuação de conselheira que teve na última gestão do CNDI?

Lúcia Secoti – Fui conselheira do CNDI, na gestão 2016-2018, representando a Pastoral da Pessoa Idosa. Nessa gestão atuei como vice coordenadora da Comissão de Articulação com os Conselhos e da Comunicação Social.

Jornal da 3ª Idade- Um dos grandes problemas do CNDI é a falta de comunicação. Os Estados reclamam muito da falta de informação do que acontece lá. Na reunião descentralizada em São Paulo, em maio do ano passado também presenciamos muitas reclamações de vários representantes de outros estados da Região Sudeste. Como resolver isso?

Lúcia Secoti – Independente da titularidade ou não que se assume, na verdade o que importa é saber que cabe aos conselhos, nas esferas que for- nacional, estadual ou municipal- zelar pelo cumprimento dos direitos da pessoa idosa. Esse é um norte, não só para mim ou para a minha gestão, mas para todos os conselhos. Esse é o objetivo que vamos tomar nesse trabalho. dar ênfase especial ao trabalho integrado governo e sociedade. Tornar o CNDI um canal privilegiado de comunicação social dos direitos da pessoa idosa e dessa forma contribuir para torná-lo referência nacional na temática.

Jornal da 3ª Idade Como presidente do CNDI será também a presidente da 5a Conferência Nacional. Qual a sua expectativa em relação a ela?

Lúcia Secoti – A expectativa é a melhor possível, até porque o 4º Eixo da Conferência Nacional foi uma proposta da PPI e acolhida pela plenária. Então para nós da PPI é motivo de contentamento. Essa nova função de presidente do CNDI só veio tornar tudo numa expectativa ultra positiva. Veio para melhorar. O 1º Eixo fala dos Direitos fundamentais, o 2º de Educação, o 3º Violação dos Direitos o 4º Eixo vai tratar dos conselhos e a efetivação da politicas públicas. Vai ser uma conferência muito importante para transformar o entendimento em efetivação. A gente que desenvolve um trabalho voluntário dentro de conselhos, sempre escolhe o fazer, não importando quem vai fazer. Eu fui conselheira e vice-presidente no CMI de Campinas, fui titular no Conselho Estadual de São Paulo e atuei na gestão passada do CNDI. Eu escolhi sempre o fazer.

Jornal da 3ª Idade– Como será a continuidade da sua atuação na PPI?

Lúcia Secoti – Quero agradecer a Irmã Terezinha pela confiança depositada em mim para ser a conselheira titular da PPI no CNDI, na gestão passada e por ter o seu voto para continuar e assim ter condições de concorrer. Também me sinto lisonjeada de ver meu trabalho desenvolvido na gestão passada reconhecido, porque é através dessa constatação que tive meu nome indicado pela OAB e pela ANG. Ambas me procuraram e pediram para que eu aceitasse esse desafio honroso. Eu sempre lembro que a Dra. Zilda dizia que uma gotinha no oceano faz a diferença. Ser presidente do CNDI é dar continuidade ao trabalho que já realizo, que é dar Vida e Dignidade para as pessoas idosas