1º Mutirão de Capacitação e Apoio para Cuidador de Alzheimer em 2 de fevereiro

1º Mutirão de Capacitação e Apoio para Cuidador de Alzheimer da cidade de São Paulo será realizado no dia 2 de fevereiro, na Igreja Santa Margarida Maria, no bairro da Vila Mariana, na Zona Sul, com participação gratuita.

Quem deu início a organização desse evento coletivo foi a arquiteta e escritora Miriam Morata, autora de uma trilogia sobre a vivência das pessoas que tem que cuidar de um familiar com a doença de Alzheimer. Ela cuidou do pai e da mãe, em períodos diferentes, e aprendeu na prática a importância de fazer parte de uma rede de apoio.

A proposta do Mutirão, segundo o material que está sendo distribuído para divulgação, é tentar responder a pergunta: Como responder ao desafio de prevenção, cuidado e solidariedade dentro de casa, na convivência social e na vida em sociedade do cuidador familiar e paciente portador de Alzheimer?

Todo ano, em todo o mundo, são diagnosticados 7,7 milhões de novos casos de demência, ou 1 a cada 4 segundos. Estima-se que de 5% a 8% da população de maiores de 60 anos sofra demência e que o número total de pessoas atingidas pela doença supere os 82 milhões em 2030 e os 152 milhões em 2050. Boa parte desse aumento nos casos virá dos países de baixa ou média renda. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já trata a demência como prioridade de saúde pública.

E no meio desses dados mensuráveis e amplamente divulgados pela mídia, existe uma outra realidade que poucos conhecem – o cuidador familiar. Aquele que se vê sozinho, despreparado e assustado dentro de uma realidade surreal, desesperadora, irreversível onde alguém amado, mãe, pai, marido, avó, esposa, irmão… é diagnosticado com Alzheimer e a partir daí começa uma descida ao pior momento de sua história.

Quando a OMS publica que em 10 anos existirão mais de 80 milhões de pessoas com Alzheimer, ela esquece de acrescentar que existirão também quase 80 milhões de cuidadores familiares sem condições de trabalhar e cuidar, sem condições de pagar plano de saúde, ou comprar remédios e produtos de higiene caríssimos. Existirão quase 80 milhões de pessoas com depressão, medos, solidão, decepção, cansaço, dores, sem acesso à rede pública de saúde eficiente, sem apoio da família e sem acesso às Instituições ligadas ao Idoso, Defensoria Pública e Direitos Humanos. Existirão quase 80 milhões de famílias desestruturadas e endividadas.

Onde esses cuidadores encontram apoio?

Com a horizontalidade de informações promovida pelas Redes Sociais, nos últimos anos, e a criação de grupos sobre temas ou causas específicas, o que antes era segredo de família, era vergonha de exposição pública, passou a ser alternativas para a mobilização de garantia de direitos. Há blogs, grupos, sites, perfis, compartilhando milhares de mensagens com conteúdos diversos.

Esses grupos se tornaram canais de acolhimento, troca de informações científicas ou não, dicas sobre o cotidiano, experiências sobre efeitos de remédios, alimentação, cuidados higiênicos, dicas sobre prevenção de doenças relacionadas ao mal, ou mesmo com a função de procurar se apoiar e se fortalecer com as experiências expostas. Relatos diários, feitos em plena madrugada, pedindo socorro, orientação, ou apenas um “abraço” transformam esses grupos na família do cidadão que se vê órfão do Estado.

Como filtro dessas narrativas dos grupos de cuidadores surgiu um Movimento Nacional, a partir de São Paulo, e agora Brasil afora, para realizar o Primeiro Mutirão Brasileiro de Capacitação e Apoio ao cuidador de Alzheimer, coordenado pela Arquiteta e fundadora do grupo ALZHEIMER Diário do Esquecimento, Miriam Morata. O grupo cresce á cada dia e tem a participação, ativa, diária, de mais de 18 mil pessoas, cuidadoras ou profissionais ligados aos cuidados.

Objetivos do Mutirão:

1. Aproximar cuidadores da mesma região, para que se apoiem e organizem.

2. Levar profissionais para fazer palestras com informações e orientação para o cuidador e paciente.

3. Informar o cuidador sobre Programas de Acompanhamento Familiar, Defensoria, Associações de Idosos, Orientação Jurídica e etc.

4. Documentar os principais problemas e dificuldades do cuidador familiar para utilizarmos na “Operação Cuida de Mim” e em seguida criar um documento que será enviado às autoridades competentes.

Dia 2 de fevereiro de 2019

Horário – das 9h00 as 17h00 entrada gratuita- Não precisa se inscrever antes

Local em São Paulo – Igreja Santa Margarida Maria – Vila Mariana

Av. Lins de Vasconcelos, 2129