Autoteste de HIV distribuido para idosos é suspenso pelo Ministério da Saúde

Os autotestes para detecção dos anticorpos do vírus HIV que vinham sendo vendidos em farmácias e distribuídos pelo governo federal como piloto, em 14 cidades brasileiras, foi suspenso temporariamente, como medida preventiva, depois que foram registradas falhas.

A orientação se deve após a falha identificada pela Anvisa que implica na impossibilidade de interpretação do resultado. A agência realizou o teste a pedido do Ministério da Saúde, após relatos de problemas na finalização do resultado de dois lotes do total 98 lotes adquiridos, sendo que cada lote com a média de 4 mil testes. A Anvisa prosseguirá com a investigação de amostras representativas de outros lotes dos Kit de autoteste.

O Ministério orienta a quem fizer o autoteste que observe a linha de controle. Caso esteja ausente, o que torna o teste inválido, a pessoa deve procurar os locais onde pegou o produto para realizar outra alternativa de diagnóstico rápido.

Os laboratórios fabricantes vinham trabalhando uma propaganda dirigida para idosos pela facilidade de aquisição do produto e rapidez no resultado.

Esse teste, diferente do tradicional que coleta sangue, usa a saliva das pessoas.

No teste tradicional é utilizado sangue na coleta das amostras. A pessoa tem que ir ao laboratório, coletar amostras de sangue e esperar de 3 a 5 dias. Com esse o teste é feito pela saliva e o resultado sai em 20 minutos.

O resultado positivo só vai aparecer nas pessoas infectadas pelo vírus, pois elas apresentam anticorpos na saliva que reagem a química colocada no Kit. Vale lembrar que o vírus do HIV não está presente na saliva e que ela não tem capacidade de transmitir o vírus

O Ministério da Saúde aponta que existe um crescimento de sífilis e HIV no público idoso. A medicina aumentou criou remédios para aumentar o apetite sexual dos idosos, mas esse público não tem uma cultura de preservação, pois vem de um tempo em que isso não era discutido, não era uma questão de educação. Estima-se que 30% das pessoas soro positivo nunca fizeram o teste, algumas porque não sabem que podem ser portadoras e outras por diferentes problemas que a impedem. Os idosos estão nesse grupo.