Coletivo Envelhecer discutiu situação atual e soluções para Moradia dos Idosos

Encontro do Coletivo Envelhecer sobre Moradia para Idosos, na cidade de São Paulo. Foto: jornal3idade.com.br
Encontro do Coletivo Envelhecer sobre Moradia para Idosos, na cidade de São Paulo. Foto: jornal3idade.com.br

Outro dia fui visitar uma senhora que mora na parte de cima de um triliche. Ela tem 75 anos e sobe por uma escadinha para dormir na cama alta, sem nenhum aparo para não cair. Ela não pode sentar ereta, pois a cabeça bateria no teto. Ela paga aluguel pela vaga e não reclama, pois a alternativa no momento seria estar na rua. Esse foi um chocante relato feito pela coordenadora do GARMIC- Grupo de Articulação para a Conquista da Moradia do Idoso da Capital, Olga Luiza León de Quiroga na noite de 5 de abril, no evento promovido pelo Coletivo Envelhecer, de São Paulo.

O Café Com Conversa, organizado para discutir com pessoas que trabalham com as questões dos direitos dos idosos em vários segmentos e militantes do Movimento de Moradia de São Paulo, a situação atual da habitação dos que passaram dos 60 anos e não tem casa própria, aconteceu na noite de 5 de abril no auditório da UNIBES Cultura l, na Rua Oscar Freire nº 2500, no bairro do Sumaré, na Zona Oeste da Capital.

 Participaram como palestrantes, além de D. Olga, como todo trataram a chilena, cidadã paulistana, há mais de 50 anos no Brasil; Francisco de Assis Comaru engenheiro civil, pós-doutor em parceria com a OMS-ONU, OIT-ONU e o University College de Londres que atualmente coordena o Laboratório de Justiça Territorial (LabJuta) e o núcleo do ABC do Observatório de Remoções; Lílian A. Lubochinski, arquiteta urbanista formada pelo Technion, onde iniciou os estudos de gerontologia écertificada de Cohousing para Idosos e, desde 2014, dedica-se a consultorias e facilitação de grupos que desejam dar início a um cohousing.

Um breve documentário produzido por Samule Neuman, membro do Coletivo Envelhecer, foi apresentado mostrando algumas das iniciativas existentes em São Paulo para os idosos e números que mostram a enorme demanda nesse setor.

Nos debates ficou atestado a falta de políticas públicas no enfrentamento da situação atual, que tende a se agravar com o aumento da expectativa de vida, com mais idosos na cidade de São Paulo, com pessoas envelhecidas vindas de outros municípios em busca de atendimento médico que acabam ficando.

Falou-se da experiência da Vila dos Idosos cuja única unidade funciona como 145 apartamentos como aluguel social, subsidiado pela Prefeitura, no bairro do Pari, que chegou a ter no projeto inicial a promessa de 4 unidades.

Outros exemplos de moradia para idosos:

o Cohousing onde pessoas que tem interessem em comum, constroem moradias individuais e utlizam áreas comuns, como lavanderia, refeitório, sala de tv, biblioteca e outro.

– República de Idosos é um modelo que vem crescendo no Brasil. A primeira foi a Santos, no litoral de São Paulo, inaugurada em 1996. São três unidades geridas pela Prefeitura. São mistas e têm em média 5 moradores cada, com idades entre 65 e 89 anos.

As propostas levantadas serão encaminhadas para delegados de várias regiões da cidade que vão participar no próximo mês de maio, da Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa.

Envelhecer sobre Moradia para Idosos, na cidade de São Paulo. Foto: jornal3idade.com.br