Lúcia Secoti presidente eleita do CNDI que tinha mandato até 2020 falou das implicações políticas dos novos Decretos

Lúcia Secoti, presidente de direito do CNDI – Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, cujo mandato iria até outubro de 2020, cassada pelos decretos do Governo Bolsonaro, em sua palestra no Fórum Paulista de Concientização do Envelhecimento. Foto: jornal3idade.com.br

Lúcia Secoti foi eleita pelos seus pares como presidente do CNDI -Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa em outubro do ano passado (leia mais) quando já tinha sido empossada como conselheira titular pela PPI – Pastoral da Pessoa Idosa é mestre em Gerontologia pela Unicamp- Universidade de Campinas e trabalha como professora universitária. 

Na PPI atua desde 2010 na Arquidiocese de Campinas e já foi vice-presidente do Conselho Municipal do Idoso de Campinas e conselheira do Conselho Estadual do Idoso de SP. Na última eleição entre as coordenadoras diocesanas do Estado de São Paulo foi a segunda mais votada para coordenar a PPI estadual.

No encontro organizado pelo Fórum Paulista de Conscientização do Envelhecimento para debater a situação do CNDI- Conselho nacional dos Direitos da Pessoa Idosa frente aos decretos que tiram a autonomia da participação da sociedade civil ela destacou  as perdas que o novo formato do CNDI imporá nas políticas públicas para idosos.

➜ As Comissões de trabalho que tínhamos no CNDI eram importantíssimas dentro do Conselho Nacional. A Dra Cláudia Beré coordenou a Comissão de Normas que foi muito importante em vários trabalhos. Agora, nesse momento de crise, são as questões jurídicas trabalhadas nessa comissão que estão sustentando nosso entendimento;

➜ Ao criar um conselho pequeno o decreto altera o voto de qualidade do presidente e a partir daí a legitimidade dessa paridade é questionada. É claro que é mais fácil conversar com 3 do que com 14.  No novo formato não terá alternância, sempre está o comando da mesma. As propostas, os programas, a gestão do Fundo Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa ficarão todos sob as decisões da mesma pessoa;

➜ O que está em jogo não é só a continuidade do CNDI mas de todo processo de participação popular ameaçado com esse novo modelo imposto pelos sucessivos decretos;

➜ A sociedade não pode e não vai se calar diante desses fatos. Temos levar isso aos deputados, aos senadores e para todos os conselhos de idosos do país.

No final do encontro Lúcia Secotti, como tinha prometido durante a sua palestra disponibilizou os 25 peças sonoras criadas para serem trabalhadas em rádios e redes sociais para divulgar o Estado do Idoso. Amanhã estaremos disponibilizado aqui todos os arquivos no formato MP3.