Monumento Cristo Redentor no RJ fica roxo pelo Dia Mundial da Doença de Alzheimer

Para chamar a atenção da população para a conscientização sobre a doença de Alzheimer, que já afeta mais de 1 milhão de brasileiros, o Monumento ao Cristo Redentor ficou iluminado ontem, das 18h30 às 19h30, na cor roxa,  exatamente por ser 21 de setembro, Dia Mundial do Alzheimer.

O reitor do Santuário Cristo Redentor, Padre Omar, destacou que o objetivo da ação foi mostrar a importância do diagnóstico e do tratamento da Doença de Alzheimer e a necessidade do acompanhamento diário, com muito carinho para com os portadores da moléstia.

Segundo a OMS- Organização Mundial de Saúde, a cada 3 segundos uma pessoa desenvolve demência no mundo e, hoje, estima-se que cerca de 50 milhões de pessoas vivem com a doença. A maioria delas está localizada em países de baixa e média renda.

A Doença de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo progressivo que se manifesta por deterioração cognitiva e da memória, comprometendo as atividades da vida diária e provocando alterações comportamentais. Segundo o Ministério da Saúde, ela afeta mais os idosos, sendo responsável por mais da metade dos casos de demência na população com mais de 65 anos.

Estima-se que entre os mais de 28 milhões de idosos do Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas têm demências, sendo que cerca de 40 a 60% delas são do tipo Alzheimer.

A evolução dos sintomas pode ser dividida em três fases distintas. Na fase leve, ocorre a perda da memória recente e há a dificuldade de encontrar palavras e a desorientação no tempo e espaço. Na moderada, as atividades do dia a dia passam a ser realizadas com mais dificuldade, esquecendo fatos importantes, a pessoa já é incapaz de viver sozinha, tendo alterações de comportamento e ideias sem sentido. Na fase grave, a pessoa passa a ter dificuldade de recuperar memórias e informações antigas, deixando de reconhecer os próprios filhos e demais parentes.

A ADI- Alzheimer’s Disease International- uma federação internacional de 100 associações e federações de Alzheimer em todo o mundo- divulgou oficialmente hoje, véspera do Dia Mundial da Doença de Alzheimer, o Relatório Mundial sobre Alzheimer 2019: Atitudes em Demência, baseado em uma pesquisa com quase 70.000 pessoas em 155 países.

Segundo a ADI, as mortes devido à demência mais do que duplicaram entre os anos 2000 e 2016, tornando-a a quinta principal causa de morte global em 2016; estima-se que o número de pessoas que vivem com demência passará dos 50 milhões atuais para 152 milhões em 2050.

O maior estudo sobre demência já realizado no mundo revelou que dois terços das pessoas entrevistadas pensam que a demência é uma parte normal do envelhecimento, e não uma condição médica.

Na análise do estudo realizada pela London School of Economics and Political Science (LSE), revelou o estigma em torno da demência está impedindo as pessoas de procurar informações, conselhos, suporte e ajuda médica que possam melhorar drasticamente sua duração e qualidade de vida, para uma das causas de morte que mais crescem no mundo em todo o mundo.

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