Piracicaba comemorou os 20 anos do Quimbol, um esporte nascido na cidade

Comemoração dos 20 anos de criação do Quimbol, esportivo nativo de Piracicaba. Foto: divulgação
Comemoração dos 20 anos de criação do Quimbol, esportivo nativo de Piracicaba. Foto: divulgação

No domingo passado, 29 de setembro, aconteceu em Piracicaba a solenidade festiva e de homenagens referentes ao Dia do Quimbol e as comemorações de 20 anos desse esporte, criado na cidade, por Joaquim Bueno de Camargo, mais conhecido como Quim, falecido em 2004.

Na Câmara Municipal de Piracicaba estiveram desportistas e autoridades, entre elas, o presidente do CREF4 SP- Conselho regional de Educação Física da 4ª Região do Estado de São Paulo, Profº. Nelson Leme da Silva Júnior; o Secretário de Esportes de Piracicaba, Pedro Mello; o vereador André Bandeira autor da lei que criou na cidade o Dia do Quimbol; o Profº Johnny Godoy conselheiro do Cref4SP e no ato representando o Panathlon Distrito Brasil e o Quimbol, como Coordenador da modalidade; Berna Camargo irmã do Quim criador do esporte representando a família, e Carlos Longatto da Acesep- Associação de Clubes Sociais e Esportivos de Piracicaba. 

Foram 10 pessoas homenageadas, todas ligadas a história do Quimbol: Adriano Antonio da Costa, Daniella Luiza Malmegrim Boro Pacheco, José Antonio Lemos Borba, José Rivadávia Salvador, Luiz Bonifácio Bueno de Camargo, Mônica Cristina Camargo Neves, Rita de Cássia de Souza Fenalti, Vania Felipe Paulete, Vera Lucia de Moura e o professor Wagner Wey Moreira.

 

Como é o Quimbol?

Segundo, descreve o Profº Ricardo Lucas da Rocha, da Universidade Federal de Minas Gerais, que fez a tese Quimbol – Um novo esporte, o Quimbol agrupa as regras do vôlei, tênis e futebol, mas o jogador pode utilizar partes do corpo para rebater a bola de tênis, que também é lançada com o golpe de raquetes de madeira. O jogo reúne duas equipes com quatro pessoas cada uma.

Tudo começou a partir de uma brincadeira. Depois de ganhar uma bolinha de tênis de um amigo como gesto de amizade, Joaquim Bueno de Camargo, mais conhecido como Quim, pensou em como poderia criar um jogo que reunisse várias pessoas. Criou raquetes de madeira, elaborou algumas regras e o que era diversão passou a ser jogo.

A prática se espalhou pela cidade, segundo o coordenador, depois que Quim procurou a Secretaria de Esportes de Piracicaba, em 1999. Hoje, há centenas de praticantes ligados a uma associação e inúmeros outros nas escolas.

Em 2004, o jogo foi apresentado na Conferência Nacional de Esportes e lá, aprovado por unanimidade como um esporte de identidade cultural e nacional. É o único esporte coletivo de raquete do mundo.

Também foi desenvolvido equipamento específico para o jogo, no caso as bolas e raquetes. Para isto, se buscou materiais leves e eficientes para a realização do jogo. Também, o Sr Joaquim, utilizou a quadra de vôlei como meio de facilitar sua prática.

O JOGO- O Quimbol é praticado por duas equipes de quatro pessoas (cada), em quadras de voleibol, utilizando o poste de fixação da rede como limitação de jogo aéreo. O jogo é dividido em quatro tempos de dez minutos cronometrados. A partida termina no quarto tempo com a vitória da equipe que obteve maior número de pontos. Em caso de empate, é  realizado um quinto tempo (melhor de cinco pontos) sem troca de lados, iniciada pela equipe que marcou o último ponto. Outra opção é realizar a contagem tradicional por “set” de pontos (similar ao voleibol). Os participantes praticam o jogo com raquetes de madeira emborrachada, golpeando uma pequena bola de aproximadamente 25 gramas. O jogo consiste basicamente em sacar, receber, executar o levantamento e efetuar o ataque na quadra adversária.