Metade das mortes em 2018 foram de pessoas com mais de 70 anos diz Fundação SEADE

Foto: Pixabay
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A Fundação Seade, orgão responsável pelos dados de São Paulo, divulgou ontem uma pesquisa mostrando que  72% das mortes ocorridas em 2018 eram de pessoas com 60 anos e mais de idade, enquanto 20% correspondiam a idosos com mais de 85 anos. Essa composição é muito distinta do que ocorria no passado.

O estudo sobre as mortes em todo o Estado em 2018 foi feito com base nas informações dos Cartórios de Registro Civil de todos os municípios paulistas.

Em 1950, por exemplo, somente 22% das mortes eram de pessoas com 60 anos e mais, e aquelas com mais de 85 anos representavam apenas 3% do total. Destaca-se que 32% dos óbitos eram de crianças menores de um ano, ao passo que em 2018 essa proporção caiu para 2%. A projeção dessa tendência é de redução para 0,5% até 2050.

Verifica-se que as mortes vão ocorrendo em idades cada vez mais avançadas, alterando profundamente a composição etária de seu conjunto ao longo do tempo. À medida que as mortes precoces são evitadas a mortalidade declina, concentrando-se entre os mais idosos. A forte queda da mortalidade infantil ocorrida no estado é o exemplo mais expressivo dessa tendência.

 

Principais causas das mortes

No triênio 2016/2018, quatro grupos de causas se destacam em termos porcentuais: doenças do aparelho circulatório (29%), neoplasias (18%), doenças do aparelho respiratório (14%) e causas externas (7%). Estas quatro causas responderam por 68% de todas as mortes ocorridas no estado.

Também no triênio 1999/2001, essas mesmas causas aparecem como as mais frequentes, todavia com mudança na ordem: doenças do aparelho circulatório (31%), neoplasias (15%), causas externas (14%) e doenças do aparelho respiratório (11%). Somadas elas representaram 71% do total de óbitos.

A comparação realizada entre as principais causas de morte mostra o declínio das proporções de causas externas, sendo a única com retração no número absoluto de casos (35%). A acentuada redução das mortes por causas externas, principalmente entre jovens adultos, foi devida ao recuo das taxas de mortalidade por agressões (homicídios) e acidentes de trânsito, da ordem de 75% e 20%, respectivamente.

 A análise das transformações nas tendências e padrões da mortalidade paulista fornece informações relevantes para a definição e a adequação de políticas públicas em áreas como saúde, segurança e assistência social.

estudo  completo