Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa da Bahia vive uma fase de reestruturação

Entrevista com Lúcia Mascarenhas, presidente do CEPI-BA, Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa da Bahia, na série Conselhos e Fóruns Estaduais na Covid-19

A Bahia que registrou o primeiro caso da Covid-19, no dia 6 de março, de uma jovem de 34 anos, residente na cidade de Feira de Santana, que tinha retornado dias antes da Itália, fecha a terceira semana de agosto com mais de 231 mil pessoas contaminadas e 4750 óbitos.

Para saber como o CEPI-BA, Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa da Bahia está trabalhando durante a pandemia, o Jornal da 3ª Idade entrevistou a sua presidente, a historiadora Lúcia Maria Mascarenhas, que também está como coordenadora da Coordenação de Articulação de Políticas para Pessoa Idosa, da  da SJDHDS- Secretaria Estadual de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social.

Jornal da 3a Idade – O CEPI-BA- Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa da Bahia está conseguindo manter a sua atuação nesse período de pandemia? 

Lúcia Maria Mascarenhas, licenciada em História, é presidente do CEPI-BA -Conselho Estadual da Pessoa Idosa e Coordenadora de Articulação de Politicas para Pessoa Idosa na SJDHDS- Secretaria Estadual de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social.

Lúcia Mascarenhas, presidente do CEPI-BA– Ficamos parados somente um mês, exatamente em março, quando oficialmente a pandemia começou e a gente nem sabia direito como as coisas iriam acontecer. Em abril retomamos e a partir de maio já começamos a fazer as reuniões virtuais.Fizemos mudança no regimento, para poder validar as decisões tomadas nessas reuniões virtuais, que não estavam previstas antes. Criamos novas comissões e já conseguimos, mesmo aprendendo essa nova modalidade, a fechar várias tarefas, como as listas ILPI. Estamos em plena atividade.

Jornal da 3a Idade – Vocês criaram alguma comissão especial do CEPI para tratar da Covid-19?

Lúcia Mascarenhas, presidente do CEPI-BA – Não, entendemos que, com fé em Deus, ela é passageira. Apesar das dificuldades essa pandemia vai passar e temos que criar comissões permanentes. O governador criou pelo Governo do Estado, com a Secretaria de Saúde, uma Comissão Especial da Pandemia, da qual a Coordenação da Pessoa Idosa, que coordeno faz parte. Essa comissão é quem monitora as ILPI. O Decreto 19.529 de 16 de março de 2020 regulamenta as medidas temporárias para a enfrentamento da pandemia da Covid-19 e inclui esse trabalho das ILPI.

Jornal da 3a Idade – O CEPI está conseguindo fazer contato com os conselhos municipais do Interior?

Lúcia Mascarenhas, presidente do CEPI-BA– As gestões anteriores do Conselho – não sei quais foram as dificuldades- não investiram na criação de conselhos pelo Interior. Desde quando cheguei na Coordenação que tenho essa preocupação. Eu assumi a presidência do CEPI em março de 2020 e desde então tenho questionado os conselhos municipais.

Jornal da 3a Idade – Quantos conselhos municipais dos direitos da pessoa idosa existem na Bahia?

Lúcia Mascarenhas, presidente do CEPI-BA – Temos uma informação de 61, mas não tenho certeza. Esse levantamento está sendo feito agora. Uma das comissões criadas trata exatamente de conselhos municipais e fundos. Nós criamos um cadastro e estamos mandando para os conselhos que existem. Tenho um funcionário ligando e na medida que o contato acontece imediatamente mandamos o cadastro. Eu acredito que os resultados da força tarefa que implantei consiga até o começo de setembro saber quais são os municípios que têm, os que não criaram e aqueles que se preparam para fazer.

Jornal da 3a Idade – Vocês usaram parte do dinheiro do Fundo Estadual do Idoso para ajudar os idosos diretamente?

Lúcia Mascarenhas, presidente do CEPI-BA– Nós não temos o Fundo Estadual do Idoso. A Bahia está atrasada, mas estamos trabalhando para recuperar isso.

Jornal da 3a Idade – Quantas ILPI existem na Bahia? 

Lúcia Mascarenhas, presidente do CEPI-BA- São 191 ILPI que atendem 5054 idosos, somando particulares, filantrópicas  e públicas. Fizemos um grupo de WhatsApp e estamos nos comunicando com elas passando orientações e procurando saber das demandas. Estamos cadastrando no Conselho e arrumando as documentações.