O novo presidente do Conselho Estadual do Idoso de São Paulo é Tomas Lúcio Freund

Tomas Freund, da Secretaria de Justiça, é o novo vice-presidente do Conselho Estadual do Idoso de SP.
Tomas Freund, da Secretaria de Justiça, é o novo presidente do Conselho Estadual do Idoso de SP. Foto: divulgação

O novo presidente do Conselho Estadual do Idoso de São Paulo é o administrador público, Tomas Lúcio Freund, que na gestão passada já respondia pela vice-presidência. Ele estará frente do CEI-SP até novembro de 2022.

Tomas Freund tem 69 anos  e entrou no CEI-SP em julho do ano passado, substituindo Marly Lautenschlager Cortez Alves, que tinha acabado de se desligar da Secretaria de Desenvolvimento Social. Logo depois participou na coordenação da XV Conferência Estadual do Idoso de SP, realizada em novembro de 2019, na cidade Águas de Lindóia.

Ele foi funcionário da Fundap – Fundação do Desenvolvimento Administrativo por mais de 30 anos e quando o órgão foi extinto pelo Governo do Estado foi transferido para a Secretaria da Justiça e Cidadania. Na área pública trabalhou também na Secretaria da Educação e no Ministério dos Transportes. No terceiro setor trabalhou em entidades sociais como voluntário, dirigente e profissional. Entre outras atividades atua na área de Direitos Humanos e no Fórum Inter-Religioso para uma Cultura de Paz e Liberdade de crença.

Jornal da 3ª Idade –  O senhor toma posse com o Estado de São Paulo tendo mais de 7 milhões de idosos, números que correspondem a quase toda população de Santa Catarina, do Maranhão e de Goiás. O que o CEI-SP tem planejado para os próximos anos?

Tomas Freund, presidente do CEI-SP Nós temos algumas prioridades: dois novos editais que já estão sendo elaborados. Um deles é para dar continuidade ao financiamento de projetos que . outro é para um edital emergencial, que atende sua questão sobre a Covid-19. 

Queremos muito uma aproximação com os conselhos municipais. Quero que nessa gestão os conselheiros da sociedade civil, que representam região, mantenham um contato contínuo com os conselhos municipais da sua área. É assim que poderemos saber o que os conselhos estão pensando.

Precisamos de uma maior aproximação com as demais secretarias de governo, para acompanhar e fiscalizar as ações governamentais. Não adianta somente propor políticas públicas. Precisamos estar presentes. Precisamos estar na agenda governamental e para isso precisamos estar próximos deles. Uma proximidade sem submissão. Precisamos fazer parte do processo decisório. Hoje estamos muito longe da agenda governamental.

Jornal da 3ª Idade – Quase todos os conselhos estaduais do Brasil acabam tendo uma proximidade maior com o conselho da Capital, até por questão de logística, quase sempre o (ou a) presidente mora na Capital. Em São Paulo o conselho estadual e o GCMI- Grande Conselho Municipal do Idoso de São Paulo não se conversam. Antes, tinha quem justificasse isso por conta da Capital ser administrada por um partido divergente da orientação estadual. No entanto, desde 2018 a Capital está sob gestão Dória, e nem por isso houve aproximação. O que o senhor pensa a respeito?

Tomas Freund, presidente do CEI-SP – Quando eu falo da aproximação com os conselhos municipais eu estou incluindo o conselho da capital. Pode até facilitar, mas para mim é indiferente o fato do prefeito e do governador serem do mesmo partido. Os conselhos municipais têm uma relação diferente com a sociedade civil.

Jornal da 3ª Idade – No pico da pandemia, todos os Estados brasileiros usaram parte do seu Fundo Estadual do Idoso para ajudar idosos, com cestas básicas ou insumos contra a Covid-19. O CEI-SP foi o único conselho estadual que não fez nada nessa direção. Como o senhor, que era vice-presidente sentiu isso?

Tomas Freund, presidente do CEI-SP – Houve uma pequena confusão. Acreditávamos que não precisaria de edital, por conta do momento emergencial. O jurídico da SEDS nos informou que precisava e isso foi que causou o atraso. Este edital emergencial ainda está no jurídico. As colaborações, de diferentes níveis de governo, já se esgotaram. Então a ajuda por esse edital do CEI será muito importante agora. Sem que querer defender o atraso, sabemos que a pandemia não acabará agora. Apesar do atraso, nós vamos fazer.

Jornal da 3ª Idade – O senhor sabe quantos conselhos municipais existem hoje realmente ativos no Estado de São Paulo? Nos números oficiais, divulgados no ano passado, alguns estavam onativos.

Tomas Freund, presidente do CEI-SP – Hoje não é possível ter esse número com exatidão. Durante a pandemia muitos conselhos municipais ficaram inativos, em função de não conseguir manter reuniões online. Na medida que vamos entrar em contato com eles, vamos procurar saber quem está trabalhando e também saber como podemos ajudá-los a se manter ativos.

Jornal da 3ª Idade – Das dezenas de propostas tiradas na XV Conferência Estadual do Idoso de SP, realizadas em novembro do ano passado, quais os senhor poderia apontar como já realizadas ou em encaminhamento? Quais serão prioridade na sua gestão?

Tomas Freund, presidente do CEI-SP – Quando eu falo de uma maior proximidade com o governo estadual e com as diferentes secretarias é para poder acompanhar o que conseguimos fazer. Esse ano foi ainda mais difícil, por conta da pandemia. Precisamos estar próximos das secretarias para acompanhar. Também precisamos estar perto dos demais conselhos de participação. Temos que debater as necessidades da pessoa idosa negra, a pessoa idosa indígena, a pessoa idosa portadora de deficiência. Esta última tem ainda um diferencial maior, porque dependendo da necessidade especial a pessoa pode ser considerada idosa, antes do 60 anos, o que não está previsto na legislação e precisa ser discutido.

Leia aqui quem são os novos conselheiros do CEI-SP