Maria Aparecida R.Costa, coordenadora da Comissão Eleitoral comenta o pleito do GCMI

Maria Aparecida Ribeiro Costa, vice-presidente do GCMI- Grande Conselho Municipal do Idoso e coordenadora da Comissão Eleitoral 2021. Foto: jornal3idade.com.br
Maria Aparecida Ribeiro Costa, vice-presidente do GCMI- Grande Conselho Municipal do Idoso e coordenadora da Comissão Eleitoral 2021. Foto: jornal3idade.com.br

As eleições para a escolha dos novos conselheiros do GCMI – Grande Conselho Municipal do Idoso de São Paulo há um ano vem sofrendo várias alterações, em função das dificuldades impostas pela pandemia da COVID19. O mandato dos últimos eleitos, em 2018, acabou em agosto de 2020 e, desde então, duas datas para um novo pleito tiveram que ser adiadas.

No último sábado, 15 de maio de 2021, foi publicado no Diário Oficial do município, o edital com regulamento das da votação marcada para o próximo dia 12 de junho. (leia matéria)

Diante da continuidade da pandemia e das dificuldades de mobilidade dos idosos, diante da falta de locais para votação presencial, principalmente na periferia, algumas pessoas chegaram a considerar um novo adiamento.

Para saber mais sobre essa situação, o Jornal da 3ª Idade conversou com a coordenadora da Comissão Eleitoral de 2021, a assistente social, Maria Aparecida Ribeiro Costa, que também é vice-presidente da atual executiva do GCMI.   

Jornal da 3ª Idade – Quando os mandatos dos conselheiros do GCMI foram prorrogados o argumento era exatamente o agravamento da crise da COVID19. Atualmente, embora a maioria dos idosos da cidade de São Paulo, já tenham recebido a primeira dose da vacina, a situação continua grave. Por que a eleição não pode mais ser adiada?

Maria Aparecida Ribeiro Costa, vice-presidente do GCMI e coordenadora da Comissão Eleitoral 2021– A maioria das pessoas que estão atuando na gestão ainda em vigor foram eleitas em 2016 para ficarem até 2018, quando num novo pleito foram reeleitas. Assim os dois anos de mandato, com direito a reeleição foram cumpridos. Os adiamentos foram necessários num momento em que não se sabia como seria a continuidade da pandemia. Atualmente, mesmo não estando com a situação sanitária da cidade resolvida, temos que fazer a eleição. Sabemos que não estamos com a organização ideal, mas estamos com o melhor que foi possível conseguir neste momento. A continuidade dessa gestão tornará o GCMI ilegal perante as ações oficiais necessárias.

Jornal da 3ª Idade – Ainda é permitido se inscrever para se candidatar para o biênio 2021-2023?

Maria Aparecida Ribeiro Costa, vice-presidente do GCMI e coordenadora da Comissão Eleitoral 2021– As inscrições para as pessoas interessadas em se candidatar já foram encerradas no final do ano passado. As cédulas e todo o material que será usado impresso, já estão prontos. É o material que foi confeccionado para a eleição de 5 de dezembro, cancelada pela Comissão Eleitoral, perante o agravamento da pandemia. Hoje sabemos que a situação não está resolvida, mas os idosos já estão vacinados, pelo menos com a primeira dose. Então temos como fazer as eleições.

Jornal da 3ª Idade – Por que as eleições presenciais não vão acontecer nas Subprefeituras, como em anos anteriores, para facilitar a mobilidade das pessoas idosas?

Maria Aparecida Ribeiro Costa, vice-presidente do GCMI e coordenadora da Comissão Eleitoral 2021– Para realizar as eleições nas Subprefeituras, como fizemos no passado, seria necessário pelo menos três pessoas: um coordenador e dois mesários. A maioria dos funcionários das Subprefeituras não estão vacinados. A Secretaria Municipal dos Direitos Humanos não conseguiu autorização do Secretário das Subprefeituras para qualquer remanejamento de pessoal.