Senado Federal faz sessão especial pelos 100 anos do Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns

Desde a semana passada que uma série de homenagens, por todo o país, celebra o centenário de nascimento do cardeal brasileiro dom Paulo Evaristo Arns, nascido em 14 de setembro de 1921. Ele faleceu os 95 anos, em 2016, já muito debilitado por problemas de saúde, mas reconhecido como uma das pessoas mais respeitadas do país e a mais importante da igreja católica brasileira no Século XX.

Hoje, 13/9 o Senado Federal faz uma sessão especial do Plenário, às 10h, também transmitida pelo canal da TV Senado no YouTube.

Em decorrência das medidas restritivas de acesso ao Senado Federal, em função da pandemia da COVID-19, não será possível o acesso presencial de convidados.

 A homenagem foi sugerida pelo senador Flávio Arns (Podemos-PR), sobrinho do religioso.

Paulo Evaristo Arns nasceu em Forquilhinha (SC) no dia 14 de setembro de 1921. Foi ordenado padre aos 24 anos. Estudou filosofia e teologia no Brasil e letras clássicas na Universidade Sorbonne, em Paris.

Em outubro de 1970, durante a ditadura militar, foi designado arcebispo metropolitano de São Paulo. No requerimento para a homenagem, Flávio Arns destaca a atuação do religioso contra a violência e a violação de direitos humanos no período. “Não faltou a Arns coragem para denunciar as mortes e as torturas perpetradas pelas autoridades. Celebrou na Catedral da Sé homenagens às vítimas do regime, como o jornalista Vladimir Herzog. Coordenou o projeto ‘Brasil: Nunca Mais’, até hoje um dos mais importantes registros das violações de direitos humanos cometidas pelo governo militar”, registra o senador.

Ao lado da irmã, a médica Zilda Arns, dom Paulo Evaristo Arns apoiou a criação das Pastorais da Criança e da de DST/Aids na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Também deu apoio fundamental para que ela criasse a Pastoral da Pessoa Idosa.

Em 1992, Dom Paulo criou o Vicariato Episcopal da Comunicação, com a finalidade de fazer a Igreja estar presente em todos os meios de comunicação. Em 22 de fevereiro de 1992 inaugurou uma nova residência destinada aos padres idosos, a Casa São Paulo., Em 1994 criou o Conselho Arquidiocesano de Leigos.

Em 1996, após completar 75 anos, apresentou renúncia ao Papa João Paulo II, em função das normas eclesiásticas, renúncia esta que foi aceita. A partir de então, tornou-se arcebispo emérito de São Paulo. 

O requerimento para a sessão especial (RQS 1.439/2021) foi assinado ainda pelos senadores Dário Berger (MDB-SC), Esperidião Amin (PP-SC), Jean Paul Prates (PT-RN), Jorge Kajuru (Podemos-GO), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Paulo Paim (PT-RS), Simone Tebet (MDB-MS) e Zenaide Maia (Pros- RN).

Missa amanhã na Catedral de SP

Amanhã, 14/9, data em que Dom Paulo Evaristo Arns completaria 100 anos de vida, a Arquidiocese de São Paulo dará início às comemorações do centenário de nascimento do ‘Cardeal da Esperança’, como também era conhecido o Arcebispo que esteve à frente da Igreja em São Paulo entre os anos de 1970 e 1998.

A abertura oficial será com uma solene celebração eucarística na Catedral da Sé, no dia 14, às 10h, presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, com a participação de representantes da Igreja, autoridades públicas e de outras instituições religiosas, sociais e culturais.

Amanhã à noite, às 20h, será realizada a live “Paulo, Profeta e Pastor”, transmitida pelas plataformas digitais da Arquidiocese.

Nos meses seguintes e também em 2022 estão previstas mais ações comemorativas, entre as quais um curso on-line sobre a atuação de Dom Paulo, um dia a ele dedicado durante a Semana Teológica da Faculdade de Teologia da PUC-SP, em outubro; eventos sobre o papel do ‘Cardeal da Esperança’ para a promoção do diálogo ecumênico e inter-religioso e uma exposição fotográfica na Basílica Menor de Sant’Ana (Rua Voluntários da Pátria, 2.060, bairro de Santana), a partir de 28 de outubro.

A Câmara Municipal de São Paulo realizará uma sessão solene por ocasião do centenário, em 20/09, às 14h