Em 21 de Setembro, Dia Mundial da Doença de Alzheimer, o Relatório Mundial 2021 da Alzheimer’s Disease International se concentrará no aspecto do diagnóstico

Amanhã,  terça-feira, 21 de setembro, Dia Mundial da Doença de Alzheimer, a ADI – Alzheimer’s Disease International- como faz todo ano, publicará seu Relatório Mundial.

Em 2021, que marca o 10º ano da campanha Setembro: Mês Mundial da Doença de Alzheimer, uma iniciativa global que objetiva desafiar o estigma e a desinformação que ainda envolvem a moléstia, o esperado documento tem como tema a Jornada pelo diagnóstico de demência.

 O diagnóstico ainda é um grande desafio global, com estimativas de que 75% dos casos ainda não são diagnosticados e, muitas vezes, com longos tempos de espera.

No Brasil, cerca de 1,2 milhão de pessoas vivem com alguma forma de demência e 100 mil novos casos são diagnosticados por ano. Em todo o mundo, o número chega a 50 milhões de pessoas. Segundo estimativas da Alzheimer’s Disease International, os números poderão chegar a 74,7 milhões em 2030 e 131,5 milhões em 2050, devido ao envelhecimento da população.

 O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, progressiva e ainda sem cura. Atinge, em geral, pessoas acima dos 65 anos de idade. Essa é a forma mais comum de demência no idoso. Estudos mostram que a doença está relacionada ao acúmulo no cérebro de placas formadas pela proteína beta-amiloide. Sua aglutinação entre os neurônios impede a transmissão de sinais, prejudicando toda a atividade neural, afirma o Dr. Adiel Rios, mestre em Psiquiatria e Psicologia Médica pela UNIFESP e pesquisador do Instituto de Psiquiatria da USP.

Relatório Mundial 2021

O relatório inclui mais de 50 ensaios dos principais especialistas em todo o mundo e é apoiado por resultados de três pesquisas globais importantes, incluindo: 1.111 médicos, 2.325 pessoas com demência e cuidadores e mais de 100 associações nacionais de Alzheimer e demência.

O webinar de lançamento do relatório contará com um painel global de especialistas para discutir as principais conclusões e recomendações, bem como uma sessão de perguntas e respostas.

A CEO da ADI, Paola Barbarino, presidirá a sessão, com o co-líder do relatório, o Prof Serge Gauthier, apresentando as principais descobertas. A sessão cobrirá a nova face do diagnóstico; a perspectiva de pessoas que vivem com demência e cuidadores; desenvolvimentos na avaliação cognitiva; o papel dos scanners, CSF e biomarcadores, iluminando o diagnóstico confirmatório à luz de tratamentos potenciais; melhores práticas e desafios em países de baixa e média renda; divulgação e o papel do clínico em curso, e um olhar para o futuro.

A ADI sediará o webinar com o Centro de Pesquisa em Estudos do Envelhecimento da Universidade McGill e a Faculdade de Medicina e Ciências da Saúde da McGill, especificamente a Divisão de Medicina Geriátrica e o Programa de Educação em Demência, apoiado pelo Escritório de Tecnologia da Educação e Aprendizado Online em Steinberg Centro de Simulação e Aprendizagem Interativa.