Alimentação fez custo de vida do idoso ficar acima da inflação oficial em 2015

Idoso comprando na feira. Foto: divulgação
Idoso comprando na feira. Foto: divulgação
Idoso comprando na feira. Foto: divulgação

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou ontem, terça-feira 12 de janeiro de 2016, o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação da cesta de consumo de consumidores com mais de 60 anos de idade.

No quarto trimestre do ano passado ficou registrado que o índice subiu 2,87% só naquele período.

 Além de medir a evolução do custo de vida para indivíduos com mais de 60 anos de idade, o IPC-3i serve de referên­cia para a execução de políticas públicas nas áreas de saúde e previdência.

No geral do ano 2015 ficou constatado que a população acima de 60 anos desembolsou 11,13% – índice maior que a inflação oficial- pelos produtos e serviços consumidos.

O que mais subiu nesses três últimos meses do ano passado foi a alimentação, cuja taxa passou de 0,54% para 5,37%, influenciada pelas hortaliças e legumes.

Contribuíram também para o acréscimo da taxa do IPC-3i os grupos:
Transportes (0,35% para 4,52%),
Educação, Leitura e Recreação (0,94% para 2,51%),
Vestuário (0,24% para 1,99%),
Saúde e Cuidados Pessoais (1,82% para 1,95%) e
Comunicação (0,77% para 1,08%).

Para cada uma destas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens:
gasolina (0,56% para 9,78%),
passagem aérea (-5,76% para 17,98%),
roupas (0,21% para 2,22%),
salão de beleza (1,24% para 2,41%) e
tarifa de telefone residencial (-0,17% para 1,61%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos:
Habitação (1,97% para 1,75%) e
Despesas Diversas (0,67% para 0,49%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação.

Os itens que contribuíram para este movimento foram: 
condomínio residencial (2,54% para 1,73%) e 
alimentos para amimais domésticos (2,41% para -0,24%), nesta ordem.