Maria Aparecida R.Costa, assistente social aposentada, está na executiva do GCMI

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Maria Aparecida Ribeiro Costa, representante da Região Sé, no GCMI-Grande Conselho Municipal do Idoso de São Paulo. Foto: Jornal da 3a Idade
Maria Aparecida Ribeiro Costa, representante da Região Sé, no GCMI-Grande Conselho Municipal do Idoso de São Paulo. Foto: Jornal da 3a Idade

A assistente social aposentada Maria Aparecida Ribeiro Costa, de 62 anos, que atuou em unidade básica de saúde, como funcionária da Secretaria Estadual da Saúde, foi a candidata mais votada da Zona Centro, nas eleições realizadas no dia 18 de junho de 2016, para o GCMI- Grande Conselho Municipal do Idoso de São Paulo. Ela será a vogal da executiva que capitaneará o GCMI até 2018.

Moradora do bairro de Santa Cecília, Cida Costa- como é mais conhecida- tem um filho e ainda não é avó. Ela é membro da RPDI- Rede de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa, desde 2010 e foi uma das delegadas de São Paulo, na 4ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, em 2016.

Para o Jornal da 3ª Idade ela contou um pouco da sua trajetória e das propostas que pretende defender no GCMI para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos mais velhos da cidade de São Paulo.

Jornal da 3ª Idade – Por que a senhora resolveu se candidatar para ser conselheira do GCMI?

Maria Aparecida R. Costa– Porque acredito na força da coletividade para lutar por direitos sociais. Tenho consciência de que às políticas públicas para as pessoas idosas caminham lentamente, em comparação às estatísticas que demonstram o aumento de forma acelerada do envelhecimento na nossa população. Não temos um planejamento fidedigno da parte dos nossos representantes políticos. Eles não têm o olhar de forma holística, para consolidar ações conjuntas, isto é, intersetorias de políticas públicas nas áreas da saúde, habitação, assistência social, lazer, geração de renda e assim por diante.

Jornal da 3ª Idade– Quais são os principais problemas dos idosos da Zona Centro da Capital, a região pela qual foi eleita?

Maria Aparecida R. Costa– Entre os vários problemas na Região Sé eu destaco: o acesso à informação e aos serviços público existentes; atendimentos equilibrados na qualidade e quantidade de serviços principalmente naqueles que os acessos dependem da regulação de vagas dos serviços públicos. No meu entendimento o fluxo e contra fluxo nas áreas de habitação mais assistência Social + saúde dependem de ampliação ou implantação como no caso das moradas, das ILPs- Instituições de Longa Permanência, dos NCI- Núcleo de Convivência do Idoso e da locação social. A Região Sé, tem uma grande demanda de pessoas idosas, várias em situação vulnerável, ou porque estão como moradores de rua, ou porque moram sozinhas, ou porque moram em cortiços sem nenhuma condição sanitária. Na saúde o acesso às consultas e exames na condição de preferenciais é um descaso. Precisamos de transporte sanitário e de um olhar especial para a saúde mental dos idosos. Precisamos ampliar o acesso à reabilitação em saúde após um AVC (acidente vascular cerebral) e outras patologias que necessitam do serviço. A Região Central da cidade de São Paulo tem muitas carências. E, na minha opinião, o mais grave de tudo: não temos um hospital de referência.

Jornal da 3ª Idade– Em sua opinião o que é preciso para mobilizar os idosos para participarem do debate dos seus direitos?

Maria Aparecida R. Costa– No meu ponto de vista, o GCMI precisa consolidar a realização de assembleias regionais. Na Região Sé existe a necessidade de ações conjuntas para fortalecer o Fórum do Cambuci, Rede de Proteção da Pessoa Idosa, como também o Fórum Permanente da Pessoa Idosa, reivindicado no Seminário Intersetorial Políticas Públicas para Pessoa Idosa no Centro Paulistano, realizado em outubro de 2015. Nesse evento foi tirada uma Carta com reivindicações de cerca de quatrocentas pessoas idosas da Região Centro, que estiveram presentes.

Jornal da 3ª Idade-  Quais são os serviços que trabalham pelos idosos na Região Sé, que a senhora destaca?

Maria Aparecida R. Costa– No meu ponto de vista as entidades  que estão em evidências e que já estive no local para conhecê-las, por conta das suas  atuações e pelo comprometimento na prestação de serviços prestado à população idosa são: os serviços conveniados com SMADS: Creci- Centro de Referência e Cidadania do Idoso, NCI- Núcleo de Convivência para Pessoa Idosa – Dom Orione, Centro-Dia Bom Retiro “UNIBES”, Centro de Acolhida Especializada- Boraceia, SASF- Serviço de Assistência Social à Família e Proteção Social Básica no Domicilio- Bom Retiro e Bela Vista, Moradas (São João e Nova Luz). Os Serviços prestados pela administração direta e indireta com convênios da SMS- Secretária Municipal da Saúde são: Unidade Referência Saúde do Idoso- URSI SÉ e, os programas de saúde PAI- Programa de Acompanhante da Pessoa Idosa instalados nas unidades básicas: Santa Cecilia, Boracéia, Nossa Senhora do Brasil. Recentemente foi inaugurado o serviço PAI na unidade básica Humaitá. Também temos na região a sede do Garmic- Grupo de Apoio de Moradia para Idosos, coordenado pela senhora Olga Quiroga, que tem vínculos com habitação e a União de Movimento de Moradia.  Outra proposta existente desde 2009 é a Rede de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa que mantém comunicação entre os parceiros que possuem interesses e objetivos semelhantes como melhorar a qualidade de vida da pessoa idosa. Um espaço que possibilita o acesso à informação, formação sobre políticas públicas para pessoa idosa e conta nas suas reuniões com a participação de vários segmentos. Participam idosos, técnicos do serviço público e de organizações sociais, representantes de universidade, representante de movimentos sociais e populares.

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