José Cícero R. dos Santos é conselheiro do GCMI eleito pela Zona Leste

José Cícero Rosendo dos Santos eleito pela Zona Leste. Foto: Jornal da 3a Idade
José Cícero Rosendo dos Santos eleito pela Zona Leste. Foto: Jornal da 3a Idade
José Cícero Rosendo dos Santos eleito pela Zona Leste. Foto: Jornal da 3a Idade

O professor José Cícero Rosendo dos Santos, de 62 anos, que todos trataram por Cícero, foi eleito para conselheiro do GCMI- Grande Conselho Municipal do Idoso na gestão 2016-2018, pela Zona Leste.

Morador de Ermelino Matarazzo, divorciado, pai de dois filhos, foi candidato pela primeira vez e também está estreando no movimento de defesa dos idosos.

Aposentado do serviço público estadual, Cícero trabalhou por mais de 25 anos na Contadoria Geral do Estado e continua atuando nessa área, agora dando aulas de contabilidade pública. Ele garante que essa será uma vantagem na sua atuação junto ao GCMI, visto que sabe do trabalho que os governos têm que fazer para pagar as suas contas.

Jornal da 3ª Idade – Por que o senhor resolveu ser candidato a conselheiro do GCMI?

José Cícero– Foi quase que por acaso. Eu estava visitando um amigo lá no GCMI e achei interessante esse campo de trabalho e que pode ser frutífero se trabalharmos em equipe.

Jornal da 3ª Idade– Então, o senhor não tinha uma atuação anterior no movimento de idosos?

José Cícero – Não, depois que aposentei eu passei a trabalhar com turismo, organizando grupos de passeios e viagens. Foi a forma que encontrei de continuar trabalhando, de não ficar parado e de unir o útil ao agradável.

Jornal da 3ª Idade– O senhor está no Turismo há muitos anos?

José Cícero– Há cinco anos, mas agora, com mais tempo vou poder me dedicar mais.

Jornal da 3ª Idade– No que o senhor acredita que possa contribuir para a causa dos idosos?

José Cícero– Acho que vale a pena se enfronhar nessa luta, nessa atividade. Os idosos fazem parte de um grupo ainda muito aquém das suas necessidades, principalmente pela falta de participação. Ainda são poucos os que realmente conhecem os seus direitos. Temos muitos idosos restritos dentro de casa. A minha ideia é trazer um pouco do meu conhecimento e agregar outros órgãos, porque hoje em dia a criança e o adolescente são os alvos de atenção.

Jornal da 3ª Idade– Quais as propostas que o senhor está levando para o GCMI que gostaria de ver implantadas, quando sair em 2018?

José Cícero–  Primeiro precisamos fortalecer o Conselho. Existem muitas atividades, mas sem orçamento não se pode fazer nada. Não adianta querer fazer muita coisa se não se tem o poder do dinheiro. Uma coisa que eu gostaria de fazer é a criação de um complexo hospitalar para os idosos. Não é um hospitalzinho qualquer é complexo aonde se tenha hospital, prédio de especialidades, distribuição de medicamentos, serviços, com uma abrangência maior como tem para as mulheres, para as crianças. O ideal é ter um em cada região da cidade.

Jornal da 3ª Idade– O senhor que entende de orçamento acredita que São Paulo tem condições financeiras de fazer isso? O Governo do Estado está criando as AME-Idoso e só fez duas na Capital até agora.

José Cícero– Quando você quer tem como fazer. E também teremos o Fundo Municipal do Idoso que pode arrumar recursos para isso. Tem também a parte federal e estadual que terá que completar. Depende somente de boa vontade. Essa é uma proposta. Tem também as visitas aos centros de convivência dos idosos para saber os que eles estão precisando para a gente poder atender. Tem bastante trabalho.