Inflação do idoso em 2018 – o IPC 3i- foi 4,75% maior que a da população em geral

A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou ontem o acumulado de 2018 do IPC-3i- Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade- que mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade.

A inflação sentida pela população idosa acelerou o ritmo de alta de 0,69% no terceiro trimestre de 2018 para 0,80% no quarto trimestre e acumulou uma alta de 4,75% no ano de 2018.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do País, fechou 2018 em 3,75%, abaixo do centro meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,50%.

No quarto trimestre de 2018, três das oito classes de despesa do IPC-3i registraram taxas de variação mais elevadas do que no terceiro trimestre.

A principal contribuição para a aceleração da inflação do idoso partiu do grupo Alimentação, que passou de uma queda de preços de 1,57% no terceiro trimestre para um avanço de 3,49% no último trimestre do ano. Hortaliças e legumes subiram 52,48% no quarto trimestre, depois de uma queda de 31,93% registrada no terceiro trimestre.

Os demais aumentos ocorreram nos grupos Vestuário (de -0,55% para 1,46%) e Educação, Leitura e Recreação (de 2,21% para 2,85%), sob influência de itens como roupas (de -1,01% para 1,73%) e passagem aérea (de 19,60% para 30,61%).