Catedral da Sé de São Paulo volta a oferecer concertos grátis na capela da Cripta, a 7 metros abaixo do alta-mor, que agora também terá transmissão vitual

De 23 de outubro a 27 de novembro de 2021, a Catedral da Sé em São Paulo retoma, após 17 meses de paralisação por conta da pandemia, as atrações da Série Concertos Cripta, iniciada em 2019, quando das comemorações dos 100 anos da Cripta. Desta vez, para compensar o público presencial reduzido, ainda pelas imposições de cuidados de saúde, as audições ganham transmissão virtual no link www.concertoscripta.com.br.

Seis novas atrações já estão confirmadas para os próximos sábados, sempre às 16 horas. As apresentações na Cripta terão 50% do público,  somente com 35 lugares distribuídos gratuitamente uma hora antes dos espetáculos, por ordem de chegada. 

Nomes já consagrados fazem parte da programação, ao lado de jovens talentos da música. 

Programação dos sábados

23/10 o madrigal Le Nuove Musiche apresenta um repertório exclusivamente composto por peças de Bach. “Será um concerto marcante não apenas pelo talento dos integrantes do conjunto, como também pelo conteúdo das obras que, ao tratar do tema redenção na obra de Bach, dialogam com o momento que estamos vivendo ao poder retomar, com todas as precauções, às atividades de nossas vidas, incluindo a possibilidade de assistir uma apresentação musical pessoalmente”, afirma Camilo Cassoli, diretor responsável pela Série Concertos Cripta. 

30/10 é a vez do quarteto de violões Coletivo Contratempo se apresentar na Cripta. O grupo leva ao público clássicos do instrumento, com obras de mestres como João Pernambuco. “No recorte para esses seis novos concertos, buscamos manter uma variedade de estilos, gêneros e idades dos intérpretes”, destaca o diretor.

6/11  se apresentam grupos oriundos do Núcleo de Desenvolvimento de Carreira da EMESP (Escola Municipal de Música). Composto por duas sopranos (Line Souza e Joyce Bastos) e um cravista (Bruno Tadeu), o Trio Allium executa obras de Monteverdi, Purcell, Handel e outros do período Barroco. Na sequência, o Trio Lazúli, formado por Giulia Moura (soprano), Luiza Girnos (mezzo-soprano) e Emily Alberto (pianista) apresenta peças de Offenbach, Massenet, Brahms e outros.

13/11 o Quarteto Ziggy se apresenta com o gupo composto por Lucas Alvares (viola), Ana Carolina Rebouças (violino), Breno Barone (violoncelo) e Lucas Martins (flauta), que atualmente cursa o Mestrado em Performance na Universidade de Artes de Zurique (Suíça), com os professores Philippe Racine e Haika Lübcke, a partir de bolsa do Cultura Artística. No repertório, obras de Debussy, Mozart e Dvořák. 

20/11 é a vez da São Paulo Schola Cantorum se apresentar.

27/11 encerra com a apresentação do Duo Siqueira Lima. Ganhador do Prêmio Profissionais da Música 2015 no Brasil e do International Press Award 2014 nos Estados Unidos, o duo de violões é um dos grupos de música de câmara de maior prestígio da atualidade