Dona Pierina e o Prof. Marco são exemplos do bem que faz a musicalização para idosos

Pierina Bonatto Korte tocando com o conjunto intergeracional de Teotônia, no Interior do Rio Grande do Sul. Foto: divulgação
Em Teutônia, no Rio Grande do Sul, dona Pierina faz aulas de música e participa de um trabalho intergeracional. Foto: divulgação

A história recente da gaúcha, Pierina Bonatto Korte, de 73 anos, é um exemplo de resiliência e vontade de viver. Há alguns anos ela sofreu uma tragédia, perdeu o filho e a nora num acidente e para escapar da depressão se jogou nas aulas de música, o que ela garante que foi a sua salvação.

Eu não queria tomar remédios, não queria fazer tratamento para depressão. Então comprei um violão e fiz da música o meu remédio. A família incentivou bastante e tenho sorte de ter um professor que tem muita paciência comigo e com os demais idosos. Eu nunca tinha feito aulas, então comecei com o violão, depois fiz teclado e a partir dos 70 anos quis fazer gaita. Música é saúde e ajuda a abrir novos caminhos, explica dona Pierina, que está na expectativa da volta dos bailes e dos encontros dos grupos de terceira idade, no ano que vem.

Marco Henrique Osterkamp é o professor dela e de vários outras pessoas de diferentes idades. Na gestão municipal passada ele era o responsável pela programação musical dos 15 grupos de idosos, espalhados pelos bairros de Teutônia, pequena cidade do Interior do Rio Grande do Sul, no Vale do Taquari, que mantém muito da tradição alemã.

Lá a Prefeitura oferece cursos num projeto multigeracional, através dos Núcleos de Cultura, com oficinas, inclusive aulas de música, orientação instrumental para violão, acordeon, teclado, saxofone, trompete e gaita, para todas as idades.

Existe bastante procura pelos idosos para as aulas de música, mas  ainda temos menos vagas ofertadas em relação à demanda. Estamos pleiteando que a Prefeitura aumente as inscrições em 2022. Fazer aula de música ajuda os idosos a se expressarem de uma forma diferente e isso traz uma ocupação nova. Com música conseguimos muitas coisas com os idosos. Claro que o aprendizado é diferente dos guris, mas o entusiasmo dos idosos, quando conseguem, é muito maior, explica o professor Marco Henrique, que tem 51 anos e trabalha com as aulas desde 1996.

No próximo domingo, 19 de dezembro, eles estarão participando da Cantata de Natal, que abre as apresentações que a Secretaria de Cultura fará nos bairros, juntando o coral, grupos musicais e orquestra. Uma programação muito esperada por professor e aluna.