Deputados debaterão novo parecer sobre a profissão de Gerontólogo

Regulamentação da profissão de Gerontólogo está em discussão na Câmara dos Deputados. Foto: divulgação
Regulamentação da profissão de Gerontólogo está em discussão na Câmara dos Deputados. Foto: divulgação

 

A regulamentação da profissão do Gerontólogo, em todo o território nacional, caminhou mais uma casa na trilha que vem sendo perseguida há mais de uma década. Na quarta-feira da semana passada (18/5), a deputada federal Tereza Nelma (agora PSD-AL), divulgou seu parecer, como relatora do Projeto de Lei 9003/2017

A próxima etapa é ser votada na CIDOSO-Comissão dos Direitos da Pessoa Idosa e depois seguir para outras três comissões da Câmara dos Deputados: Comissão de Seguridade Social e Família, Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público e finalmente na CCJ-Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania.

Chegar a um texto consensual para a Lei que vai definir o que será necessário para ser um Gerontólogo não vem sendo tarefa fácil nos últimos anos. O debate tem remexido com os bastidores das mais importantes universidades do país, envolvendo embates entre os profissionais mais antigos no trabalho com idosos, entre eles alguns dos pioneiros na implantação da área no Brasil e profissionais que se qualificaram nos últimos anos para também atuar no segmento.

Um detalhe que desperta curiosidade no texto do parecer da deputada é a alteração que ela fez, que tinha sido motivo de discussão antes, entre diferentes profissionais e que parecia ter sido apaziguada com seu apoio, mas agora volta de forma diferente, abrindo novas brechas. 

No texto do projeto estavam denominados como Gerontólogos os bacharéis em Gerontologia, ou seja aquelas pessoas oriundas dos cursos universitários de quatro anos de duração. Na versão atual, a deputada inseriu os tecnólogos em Gerontologia, que são pessoas formadas por cursos mais recentes que se graduam em 2 anos, na modalidade virtual. Apesar de a relatora reconhecer publicamente as diferenças entre as formações em audiências realizadas na CIDOSO, no texto final foi atribuída a mesma denominação e as mesmas atribuições para as duas profissões.