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CMI de São Paulo se reúne com o Ministério Público de SP e trata sobre violência contra a pessoa idosa

 

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Conselheiros do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, se reuniram na tarde de ontem, 1 de junho, com a Dra. Mariani Atchabahian, 7ª Promotora de Justiça de Direitos Humanos – Pessoa Idosa, pela primeira vez no exercício da atual gestão (2025-2027).

Participaram do encontro  o presidente do CMI-SP, Arthur Xavier, a vice-presidente Maria Aparecida Ribeiro Costa. Também os conselheiros, Fernanda de Laurentis e Walter Cavalcante e Amanda Paulista, assessora da vereadora Marina Bragante, da Comissão de Política Urbana da Câmara Municipal de São Paulo.

O presidente do CMI, Arthur Xavier, entregou para a Promotoria de Justiça de Direitos Humanos, um breve relatório com uma amostragem sobre a “Violência da Pessoa Idosa na cidade de São Paulo”. Os dados foram coletados tomando como base as denúncias recebidas pelo CMI-SP, em abril e maio de 2026.

Jornal da 3ª Idade – Faltando duas semanas para o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, celebrado em 15 de junho, o senhor levou um documento para o Ministério Público. Isso significa que na sua gestão o CMI vai se preocupar mais com esse problema? 

Arthur Xavier, presidente do CMI-SP – É sabido do aumento da população idosa em nossa cidade. No Censo de 2022 tínhamos 2,02 milhões de pessoas, o equivalente a 17,7% da população total da cidade. Em 2026, a estimativa é de 2,8 milhões de pessoas idosas, o equivalente a 23,5% do total atual de 11,9 milhões de habitantes. Todas as demandas aumentam e infelizmente a da violência contra as pessoas idosas é uma das mais crescentes. Recebemos no CMI mais de 15 denúncias todos os dias necessitando de encaminhamentos. Antes elas estavam sendo guardadas sem providências. Na minha gestão elas serão sempre encaminhadas para a busca de soluções. Foi com esta intenção que levei o documento para o MP.

Jornal da 3ª Idade – Tomando como base a sua amostragem recente, qual a região da cidade tem gerado maior número de denúncias de violência contra a pessoa idosa?

Arthur Xavier, presidente do CMI-SP – Considerando a amostra das recentes denúncias, a Zona Leste vigora como a região com mais notificações no Conselho. 

Jornal da 3ª Idade – No entanto, no relatório, considerando as denúncias por Subprefeitura, as que mais geram queixas não são da Zona Leste.

Arthur Xavier, presidente do CMI-SP – Sim, na nossa apuração, as Subprefeituras Sé, Santana e Tucuruvi  mais a de Itaim Paulista figuram como as que mais enviaram denúncias de violências contra a pessoa idosa.

Jornal da 3ª Idade – Quais outros dados da sua amostragem, o senhor acredita que poderão ser trabalhados pelos conselheiros, na busca de uma abordagem melhor junto a população nos territórios?

Arthur Xavier, presidente do CMI-SP – Os números atestam o que infelizmente já sabemos: a predominância do gênero feminino nas vítimas de violências contra a pessoa idosa. Quase 70% ocorre contra o público feminino. As pessoas que se reconhecem como brancas, nesta amostragem, foram as maiores vítimas. A faixa etária predominante é a de 60 a 69 anos. A omissão de cuidados e o risco à saúde são os tipos de violências mais frequentes.  

Jornal da 3ª Idade – Como o tema foi violência contra a pessoa idosa, o que foi falado sobre as denúncias que o jornal Folha de S. Paulo registrou na semana passada e causaram uma reação em inúmeros segmentos da cidade?

Arthur Xavier, presidente do CMI-SPDe acordo com a promotora  Marianí Atchabahian, foi instaurado um procedimento na quinta-feira passada. Haverá expedição de ofícios com o objetivo de obter informações sobre a lista das instituições e a relação dos cadastros dos imóveis em que elas funcionam. A Promotoria pretende também saber, formalmente, se a prefeitura cassou licenças de funcionamento das casas de repouso.

Amostragem das denúncias feitas ao CMI-SP, a partir do território dos reclamantes.