
Siga o Jornal da 3ª Idade de SP no Instagram
O Fórum Regional da Cidadania das Pessoas Idosas da Penha, da Zona Leste de São Paulo, coordenado pelo conselheiro do Conselho Municipal da Pessoa Idosa de São Paulo (CMI-SP), Valdo Pereira, realizou na sexta-feira, 8 de maio, o Seminário Envelhecer.
Reunindo cerca de 150 pessoas, no Teatro Flávio Império, em Cangaíba, o evento foi aberto com a apresentação do Grupo de Dança da UBS Vila Silvia. Apresentou duas mesas oficiais com os palestrantes abordando as questões do envelhecimento da população em geral e destacando aspectos específicos do território local.
Cangaíba
Cangaíba é um dos quatro distritos da Subprefeitura da Penha, com 48 bairros e vilas tradicionalmente reconhecidas. Sua população, pelo Censo de 2022, era de 141.172 habitantes. Estima-se que o número de pessoas idosas, atualmente, seja de 22 mil moradores, com 60 anos e mais. Segundo levantamento da Prefeitura de São Paulo sobre vulnerabilidade social, publicado em 2025, Cangaíba possui cerca de 4 mil pessoas idosas vivendo em áreas de média, alta ou muito alta vulnerabilidade social.
As principais reivindicações das pessoas idosas estão ligadas às necessidades de ampliação no atendimento da Saúde e as dificuldades de mobilidade, principalmente nas calçadas irregulares. Também foram pedidos mais programas de lazer para a terceira idade.
No mês passado, no dia 25 de abril, o coordenador do Fórum, Valdo Pereira, apresentou na segunda edição do “Câmara na Rua 2026”, que a Câmara Municipal de São Paulo promoveu no CEU Rei Pelé, para toda a Zona Leste, as reivindicações de Cangaíba. As implantações de Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e de Unidade de Referência à Saúde do Idoso (URSI) foram as solicitações apresentadas.
Mesas do Seminário
A primeira mesa contou com Arthur Xavier, atual presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (CMI-SP) e ex-subprefeito de Ermelino Matarazzo; Simão Pedro, autor do PL 198/2025, que propõe a criação da Política Estadual de Cuidado Domiciliar no Estado de São Paulo, e Dirson Papineli, representante da Subprefeitura da Penha.
A segunda mesa teve a presença da Dra. Natália Carolina Verdi, presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa Idosa na Subseção Penha da OAB-SP, Valdo Pereira, coordenador do Fórum Regional da Cidadania da Pessoa Idosa – Penha e Elair Machado, coordenadora Programa Acompanhante de Idosos (PAI) na UBS Vila Granada e William Wallace, da UBS Vila Silvia.
A solidão foi declarada uma pandemia mundial pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O que estamos fazendo com relação a esta informação, em especial às pessoas idosas? Atitudes simples podem ser pensadas para amenizar os impactos do distanciamento nas relações nas vidas de todos nós, como usar espaços públicos para promover cinema, reflexões e debates. Estamos cada vez mais conectados e cada vez menos tendo a oportunidade de envelhecer onde escolhemos ser o melhor local para isso. Ageing in Place, um conceito usado na Gerontologia para definir a possibilidade da pessoa continuar vivendo, com segurança, na sua própria comunidade, é uma questão longe da realidade da população brasileira. Estamos envelhecendo cada vez mais, mas ainda não temos nem espaço para comemorar essa enorme conquista, disse a Dra. Natalia Carolina Verdi, da OAB-Penha.
Nossa avaliação do Seminário Envelhecer é positiva. O Seminário fica como um importante espaço de troca de experiências entre os participantes. O diálogo intergeracional contribuiu para o fortalecimento da cidadania, da inclusão social e para a construção de propostas voltadas à garantia de direitos e promoção do envelhecimento digno no território, disse Valdo Pereira, coordenador do evento.
Leia outras do Fórum Penha












