26 de julho é o Dia Mundial dos Avós

A arte original de fundo é de uma ONG de Portugal.
A arte original de fundo é de uma ONG de Portugal.

O dia 26 de julho foi escolhido pelo papa Paulo VI, no século XX, para homenagear os pais de Maria, mãe de Jesus, chamados Ana e Joaquim. Eles foram canonizados no século XVI pelo papa Gregório VIII por serem pais da mãe de Cristo.

Segundo a história, Ana e o marido Joaquim viviam em Nazaré e não conseguiam ter filhos. Somente quando já estava com a idade avançada Ana engravidou e teve uma menina, com quem ela só conviveu até os três anos de idade, já que morreu logo depois. Por isso, Santa Ana é considerada a padroeira das mulheres grávidas e dos que desejam ter filhos. São Joaquim e Santa Ana são os padroeiros dos avós.

 Embora ainda representada na maioria dos livros e em placas oficias com bengalas e dorso curvado, a vovózinha tricotando e o avô na poltrona, nos últimos 20 anos esses idosos mudaram muito, devido a vários fatores: a inserção das mulheres no mercado de trabalho, que tirou delas a condição do cuidar integralmente dos filhos; as dificuldades econômicas devido ao desemprego dos pais que aumentou a necessidade de ajuda financeira por parte dos avós; divórcio do casal com retorno para casa materna, junto com os netos ou mesmo o novo casamento desses pais separados que exige uma fase de transição com as crianças e ainda, nos últimos anos, o aumento da gravidez precoce e doenças como a AIDS.

Segundo o último censo demográfico do IBGE, mais de 20% dos domicílios brasileiros tem idosos como chefes de família, o que expressa um número de mais de 9 milhões de lares. Desse total 36% são compostos por casal com filhos ou outros parentes. Esses números apontam para a realidade de que no Brasil muitos netos estão residindo com os avós e sob sua responsabilidade.

 Quem teve ou tem o privilégio de conviver com avós carinhosos sabe que eles se tornam um referencial para toda a vida e dão a sensação de pertencimento à sua família de origem. Por outro lado, para muitos avós, os desafios de tomar conta dos netos podem estar sendo muito difíceis.

 Se em todos os tempos já era bom poder compartilhar de forma lúcida e participativa o crescimento dos filhos dos filhos, o envelhecimento saudável e o aumento na expectativa de vida estão dando de presente à oportunidade do acompanhamento dos filhos dos netos.

  E essa possibilidade de até cinco gerações conviverem saudáveis numa mesma época é uma revolução e uma conquista que deve ser celebrada pela humanidade.