Novembro é o mês mundial de alerta 14/11 Dia Mundial da Diabetes

Dra. Dolores Pardini - Mestre e doutora em Endocrinologia e Metabologia pela UNIFESP, Chefe do Ambulatório de Menopausa da disciplina de Endocrinologia da UNIFESP, Presidente de Depto de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Foto: divulgação
Dra. Dolores Pardini - Mestre e doutora em Endocrinologia e Metabologia pela UNIFESP, Chefe do Ambulatório de Menopausa da disciplina de Endocrinologia da UNIFESP, Presidente de Depto de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Foto: divulgação
Dra. Dolores Pardini – Mestre e doutora em Endocrinologia e Metabologia pela UNIFESP, Chefe do Ambulatório de Menopausa da disciplina de Endocrinologia da UNIFESP, Presidente de Depto de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Foto: divulgação

Por causa da data internacional que lembra em 14 de novembro o Dia Mundial da Diabetes, durante todo o mês especialistas de várias entidades aproveitam para enfatizar ainda mais a necessidade de prevenção e cuidados com essa doença que começa silenciosa e que até 2035 deve atingir cerca de 600 milhões de pessoas, em todo o mundo.

Conhecida por ser uma doença sem apresentação de sintomas, a diabetes já atingiu no Brasil, até o momento, cerca de 12 milhões de pessoas, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Um dos alvos de maior atenção são as mulheres menopausadas, que segundo alerta da SBEM-SP -Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia- apresenta três vezes mais risco de doença cardiovascular e acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio e câncer de endométrio.

A reposição hormonal (THM) em mulheres diabéticas deve seguir uma conduta diferente do que a indicada para mulheres sem a doença, pois existe o risco de aumento na pressão arterial, risco de tromboembolismo e cálculo de vesícula, que são as complicações mais frequentes e de maior morbidade na mulher diabética.

A presidente do DEFA- Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da SBEM-, a médica Dolores Pardini, explica na entrevista feita para o Jornal da 3ª Idade, como proceder para compreender melhor as necessidades das portadoras.

Jornal da 3ª Idade – Quais os principais riscos causados pelo diabetes na mulher menopausada?

Dra. Dolores Pardini Não chamamos de riscos, mas da necessidade de cuidados especiais no tratamento dos sintomas climatérios.

Jornal da 3ª Idade – Como deve ser feita a reposição hormonal em mulheres diabéticas?

Dra. Dolores Pardini De ser individualizada em cada caso, mas de forma geral, recomendamos utilizar baixas doses de hormônio, e nunca por via oral.

Jornal da 3ª Idade- Quais os sintomas de menopausa na mulher diabética?

Dra. Dolores Pardini Os sintomas são os mesmos da mulher não diabética: Entre os mais frequentes, constam: irregularidades menstruais, os conhecidos ‘calores’ acompanhados ou não de sudorese que se intensificam à noite, insônia, irritabilidade, oscilação no humor (da euforia à tristeza, sem causa aparente), falta de lubrificação vaginal durante o coito, e sensação de urgência miccional.

Jornal da 3ª Idade – As mulheres diabéticas têm mais problemas de disfunção sexual?

Dra. Dolores Pardini – Sim, e aquelas portadoras de diabetes insulina dependentes apresentam mais queixas nessa área do que as portadoras das formas mais leves, as queixas mais frequentes referem-se à atrofia vaginal.

Jornal da 3ª Idade – Como as mulheres mais velhas devem proceder para fazer a prevenção da diabetes?

Dra. Dolores Pardini – A prevenção se inicia desde a juventude, hábitos saudáveis quanto à alimentação, atividade física e, principalmente, quanto ao controle do peso. A obesidade abre as portas para o diabetes. As pacientes com fatores de risco e antecedentes familiares devem fazer exames periodicamente sob supervisão médica.

Números da diabetes – Dados da IDF (Federação Internacional da Diabetes) apontam que:

– Até 2035, quase 600 milhões de pessoas poderão ser portadoras de diabetes, no mundo.

– A cada 7 segundos, uma pessoa no mundo morre em decorrência do diabetes.

– A cada 2 pessoas, uma não sabe que tem diabetes.