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“Espelho da Memória” é o vencedor do prêmio de melhor filme do Festival Cine Inclusão 60+ de 2025

O curta-metragem brasileiro “Espelho da Memória”, dirigido por Filipe Travanca e Roberto Simão, foi eleito pelo voto popular como o melhor filme do Festival Cine Inclusão 60+, que em 2025 realizou sua quinta edição, no período de 23 a 31 de agosto.

O roteiro do filme vencedor tem 16 minutos e aborda temas como memória, afeto e arte. Conta a história de Guinho que narra a sua relação com a avó Cida, pioneira nas filmagens caseiras da família.

O anúncio foi feito no encerramento do Festival, na sala lotada do  Espaço Petrobras de Cinema, na Rua Augusta, em São Paulo. A maioria da plateia era de pessoas idosas, usuárias dos centros de convivência que participaram das oficinas para aprender a fazer filmes com o celular.

A 5ª Edição em São Paulo e em Campinas

Com o tema “Em busca de novas perspectivas sobre o envelhecimento”, o evento exibiu 28 curtas-metragens nacionais e latino-americanos distribuídos em três mostras. Além das exibições, a programação incluiu rodas de conversa, fórum e oficinas para idosos de territórios periféricos.

A Mostra Competitiva reuniu obras realizadas ou protagonizadas com temas sobre envelhecimento, vindas de sete estados. A curadoria da Mostra foi de Imara Reis e Reginaldo de Túlio.

A Mostra Latina 60+ foi a novidade de 2025, com filmes da Argentina, Uruguai, Costa Rica, Panamá e Equador. Nela houve a parceria com o Festival Internacional de Cine sobre Envejecimiento, em Montevidéu. A coordenadora da Mostra foi Luciana Rossi.

 

Oficinas de Cinema 60+

Segundo Daniel Gaggini, idealizador do Festival Cine Inclusão 60+ , esse trabalho tem várias direções, que abrange tanto os cineastas mais velhos como as pessoas idosas que aprendem a se expressar fazendo filmes.

“O festival não só abriu uma janela para cineastas 60+ difundirem suas ideias, como também criou novas perspectivas para que os próprios idoso expressem suas vivências no envelhecimento, através de filmes”, disse Daniel Gaggini.

Em 2025, 120 pessoas participaram das seis oficinas oferecidas de forma gratuita e quatro núcleos de convivência de idosos (NCI) e duas associações. Participaram: NCI Dandara, de Cidade Tiradentes; NCI Vida Ativa, do Capão Redondo; NCI Vovó Cecília, de Guaianases e NCI Ana Maria, da Vila Andrade. A Associação Cine Favela, de Heliópolis, e a Associação Cândido Ferreira, no distrito de Sousas, na cidade de Campinas.

Desta experiência, coordenada pela arte educadora Eugênia Cecchini, com o fotógrafo Weslei Baraba e o Coletivo Atirem no Cineasta, foram produzidas seis obras audiovisuais de curta duração: “Memórias com Cora Coralina” – NCI Vida Ativa, Capão Redondo, na Zona Sul; “Com Amor” – NCI Dandara, Cidade Tiradentes, Zona Leste; “Fotografias” – NCI Vovó Cecília, Guaianases, Zona Leste; “A História da Panela” – Cine Favela, Heliópolis, Zona Sul; “De canto em canto”- NCI Ana Maria, Paraisópolis, Zona Sul e Assim Somos- Associação Cândido Ferreira, de Campinas.

O próximo Festival Cine Inclusão 60+ será  em 2027.