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Hoje, 4 de abril, é celebrado como o Dia Nacional do Parkinsoniano. No sábado, 11 de abril, teremos o Dia Mundial da Doença de Parkinson. Por isso, o Abril Verde é dedicado à campanha de conscientização sobre a Doença de Parkinson.
A Associação Brasil Parkinson (ABP), presidida pela Profª de Fisioterapia Neurológica e Ortopédica, Érica Tardelli, está divulgando uma Carta Aberta, alertando para a urgência de mudanças estruturais no enfrentamento da doença no país, considerada hoje a condição neurológica que mais cresce no mundo.
O documento destaca que, apesar dos avanços médicos, o Parkinson ainda é subdiagnosticado e frequentemente reduzido ao tremor, o que expõe uma visão simplificada da doença Existem impactos profundos na autonomia, comunicação e qualidade de vida dos pacientes. A ABP chama atenção para o sofrimento silencioso de milhares de brasileiros e para as falhas no acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequado.
No Brasil já são mais de 200 mil casos de portadores da DP e segundo um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul de 2025, mais de 1 milhão de brasileiros terão a Doença de Parkinson até 2060, devido ao envelhecimento da população. Segundo a OMS, 1% da população mundial têm Parkinson.
Carta da Associação Brasil Parkinson
CARTA ABERTA À SOCIEDADE, À CLASSE MÉDICA E AOS GESTORES PÚBLICOS
Mês de Conscientização da Doença de Parkinson
A Doença de Parkinson ainda é, no Brasil, uma condição subdiagnosticada, subtratada e frequentemente compreendida de forma limitada. Reduzi-la ao tremor é ignorar sua complexidade clínica, seu impacto funcional e, sobretudo, o sofrimento silencioso de milhares de brasileiros.
O Parkinson compromete autonomia, comunicação, mobilidade e qualidade de vida. Afeta não apenas quem recebe o diagnóstico, mas toda a sua rede de apoio. E, ainda assim, seguimos convivendo com atrasos diagnósticos, acesso desigual ao tratamento e ausência de políticas públicas estruturadas que contemplem o cuidado integral.
É diante desse cenário que a Associação Brasil Parkinson reafirma seu compromisso com a sociedade brasileira.
Ao longo de 40 anos, a Associação tem atuado de forma consistente na promoção da informação qualificada, no acolhimento de pacientes e familiares e na defesa de um modelo de cuidado que vá além do tratamento medicamentoso, integrando reabilitação, suporte emocional e acompanhamento contínuo.
Acreditamos que o enfrentamento do Parkinson no Brasil exige uma mudança de paradigma.
É fundamental avançar em três pilares centrais:
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Diagnóstico precoce e qualificado
A identificação dos sinais iniciais da doença ainda é um desafio, inclusive na atenção primária. Propomos a ampliação de programas de capacitação para profissionais de saúde, com foco em reconhecimento precoce e encaminhamento adequado, reduzindo o tempo entre os primeiros sintomas e o diagnóstico definitivo.
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Cuidado integral no Sistema Único de Saúde (SUS)
O tratamento do Parkinson não pode se limitar à prescrição medicamentosa. Defendemos a incorporação estruturada de abordagens multiprofissionais no SUS, incluindo fisioterapia especializada, fonoaudiologia, terapia ocupacional e suporte psicológico, garantindo funcionalidade e qualidade de vida ao paciente.
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Políticas públicas sustentáveis e baseadas em evidência
