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A Academia Brasileira de Disfagia faz evento na ALESP para defender um mês de conscientização da doença

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A Academia Brasileira de Disfagia promoverá um debate institucional na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, sobre as questões que envolvem a doença. O evento está marcado para o dia 17 de março, das 10h às 13h, no auditório Franco Montoro,  na Avenida Pedro Álvares Cabral, 201, no Ibirapuera.

O principal motivo da iniciativa é ampliar informações que favoreçam a aprovação do “Mês de Conscientização sobre a Disfagia”, sempre em maço, proposto pelo Projeto de Lei nº 1366/2025, da deputada estadual, Márcia Lia (PT), que também é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais da ALESP.

O que é a Disfagia?

A disfagia é uma alteração no trajeto do alimento da boca até o estômago, podendo ocorrer com alimentos, líquidos ou até a própria saliva. Ela pode ocorrer por alterações na coordenação entre os músculos e nervos responsáveis pela deglutição ou por obstruções anatômicas no trajeto da boca até o estômago. É uma condição relativamente comum, especialmente em pessoas idosas, pacientes com doenças neurológicas (como AVC, Parkinson ou Alzheimer e outras demências ) e em indivíduos hospitalizados por longos períodos. A disfagia não é apenas um desconforto: ela pode levar à desnutrição, desidratação e, principalmente, à aspiração de alimentos ou líquidos para as vias respiratórias, o que aumenta o risco de pneumonias graves. Estudos internacionais e dados epidemiológicos indicam que a disfagia e a broncoaspiração estão associadas a milhares de mortes todos os anos. Estima-se que, no mundo, as complicações por aspiração — como a pneumonia aspirativa — causem entre 125 mil e 375 mil mortes anuais, especialmente entre idosos e pacientes com doenças neurológicas. No Brasil, aplicando-se as proporções internacionais às mortes por pneumonia registradas em bases oficiais, calcula-se que entre 2.500 e 14.600 pessoas morram por aspiração/disfagia a cada ano, com uma média estimada de cerca de 7.400 óbitos anuais. Esses números evidenciam que a disfagia é um problema de saúde pública relevante, que exige diagnóstico precoce, manejo interdisciplinar e medidas de prevenção contínua.