
Hermínia Brandão herminia@jornal3idade.com.br acompanhe o jornal no Instagram
A realização da 6ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa foi aprovada na reunião do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (CNDPI) da última quinta-feira, 22 de fevereiro, em Brasília. O planejamento é para que ela ocorra de 10 a 13 de junho de 2025, na capital federal. A agenda exata estará no decreto, ainda não assinado pelo Presidente da República.
O calendário preparatório nos estados e municípios independem da data exata da nacional. A orientação é que até dezembro de 2024 sejam feitas as conferências municipais, lembrando que existe um período que abrange os meses de agosto, setembro e outubro em que elas não poderão acontecer, devido às campanhas eleitorais para vereadores e prefeitos. Poderão ser feitas conferências regionais, com os municípios se organizando em consórcios.
O tema será “ Envelhecimento Multicultural e Democracia: Urgência por Equidade, Direitos e Participação”.
Como nas conferências anteriores, os debates serão divididos em cinco eixos: 1- Financiamento para Ampliação e Garantia dos Direitos Sociais; 2- Fortalecimento de Políticas para proteção à Vida, à Saúde e para o acesso ao cuidado integral da Pessoa Idosa; 3- Proteção e enfrentamento contra quaisquer formas de violência, abandono social e familiar da pessoa idosa; 4- Participação Social, protagonismo e vida comunitária na perspectiva das múltiplas velhices e 5- Consolidação e fortalecimento da atuação dos Conselhos de Direitos da Pessoa Idosa como política do Estado Brasileiro.
Para saber um pouco mais sobre como está caminhando a organização da 6ª CNDPI, o Jornal da 3ª Idade conversou com o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, o advogado cearense Raphael Castelo Branco.
Jornal da 3ª Idade – Qual a expectativa que o senhor tem em relação a 6ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa?
Raphael Castelo Branco, presidente do CNDPI- Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa– O que esperamos é ter um processo democrático bastante participativo em todas as suas etapas: desde a municipal até a nacional. Precisamos debater como tem sido o processo de envelhecimento em todo o país, dentro das suas particularidades, dentro dos seus olhares múltiplos. Vamos analisar com está a aplicabilidade dos direitos que já estão positivados: no Estatuto da Pessoa Idosa que recentemente completou 20 anos e na Política Nacional do Idoso, que também acaba de completar 30 anos. Temos que refletir sobre os papéis que são atribuídos à família, à sociedade e ao Estado e saber em que sentido eles estão sendo cumpridos, o que está concretizado e no que precisamos avançar. O importante é ter uma conferência em que as suas deliberações sejam realmente efetivadas. Temos um compromisso grande na realização de todo o processo, mas também uma preocupação, enquanto Conselho Nacional, para que as deliberações que possam ser colhidas venha a motivar ações concretas, em todas as esferas.

