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Números parciais do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, do Ministério da Saúde, de janeiro até a segunda semana de março mostraram um crescimento de 153%, na contaminação da gripe, em comparação com o mesmo período de 2025.
O vírus influenza que predomina em 2026 não é mais grave que o dos anos anteriores, mas é mais transmissível e se espalha com mais facilidade
“A gripe continua sendo uma infecção de alto impacto, com potencial de causar quadros graves e mortes, principalmente em idosos. O cenário atual, com aumento de casos e antecipação da sazonalidade, exige atenção redobrada e reforça a importância da prevenção. O comportamento do vírus neste ano indica uma presença mais precoce e contínua. Já vínhamos observando aumento de casos desde janeiro, com crescimento mais evidente a partir de fevereiro. Em algumas regiões, como o Ceará, os picos já foram registrado”, afirma a infectologista Nancy Bellei, professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e membro do comitê de Infecções Respiratórias Virais da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
“A gente ainda subestima a gripe, mas ela pode ser devastadora em pessoas mais velhas. Os dados mostram impactos relevantes na saúde pública por graves complicações da gripe que poderiam ser evitadas com a vacinação”, afirma o médico oncologista, Drauzio Varella.
No último ano, a cobertura vacinal no Brasil para pessoas com 60 anos ou mais atingiu 33% na região Norte, e 53% nas demais regiões.
Riscos e impactos da gripe em pessoas com 60+
O impacto da influenza entre idosos está diretamente relacionado à imunossenescência, processo natural de envelhecimento do sistema imunológico que reduz a capacidade de resposta do organismo a infecções.
Estudos apontam que a infecção pelo vírus influenza está associada a complicações que ultrapassam o sistema respiratório: a influenza pode desencadear complicações graves, como pneumonias, descompensação de doenças crônicas e eventos cardiovasculares.
Boa parte dos idosos hospitalizados por SRAG causada por influenza não estava vacinada.
Vacina de alta dose pode ser melhor alternativa para idosos já com comorbidades
